
Mindelo, 06 Mar (Inforpress) – A frota nacional de barcos semi-industriais está a aproximar-se dos 30, com boa parte destes feitos por construtores nacionais que “devem ser valorizados”, sustentou hoje, no Mindelo, o ministro do Mar, Jorge Santos.
O governante teceu estas considerações ao testemunhar, nos estaleiros da Onave, na zona de Dji d´Sal, o lançamento ao mar de mais uma embarcação semi-industrial, denominada Evna e que foi construída em São Vicente.
Jorge Santos destacou à imprensa a ousadia do empresário no investimento, financiado em 50 por cento (%) pelo promotor, através da empresa Captura, contando ainda com 20% de financiamento do Fundo Autónomo das Pescas e 30% de crédito concedido por um banco comercial, com o suporte dos instrumentos de incentivo e garantia disponibilizados pela Pró-Empresa e Pró-Garante.
“É mais uma unidade semi-industrial. Neste momento já estamos a aproximar de 30 unidades semi-industriais a nível nacional”, sublinhou o ministro do Mar.
Mas, segundo a mesma fonte, em Cabo Verde já existem algumas unidades industriais, sendo que só na Onave estão algumas prestes a ir ao mar.
Neste sentido, Jorge Santos enalteceu a importância dos construtores nacionais e locais, que já construíram “variadíssimos navios, com muita qualidade e que têm estado a trabalhar”.
Da parte do Governo, assegurou, está-se a criar incentivos para se investir em “boas condições”, e agora “só é preciso que os empresários ousem”.
A embarcação Evna é um atuneiro semi-industrial com 11 metros de comprimento, cujo custo de construção é de 18 mil contos, conforme informações avançadas pelo representante do armador.
Segundo a mesma fonte, tem como proprietário o emigrante Héricles Ferreira, que pretende investir ainda mais no sector das pescas, inclusive com um barco industrial que deverá estar pronto dentro de três ou quatro meses.
Contudo, agora com o navio Evna, conta laborar na área costeira entre Santiago, Maio e Boa Vista, com um motor capacitado para atingir nove nós e capturar dez toneladas de pescado, entre atum e pequenos pelágicos.
LN/HF
Inforpress/Fim
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