Boa Vista: IFH nega acordo de cedência de espaço em IPOMEA a famílias despejadas

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Boa Vista: IFH nega acordo de cedência de espaço em IPOMEA a famílias despejadas
03/04/25 - 05:50 pm

Sal Rei, 03 Abr (Inforpress) – A Imobiliária, Fundiária e Habitat, SA (IFH) informou hoje que os dois apartamentos do Boavista1 já estavam em processo de comercialização/arrendamento, e em “nenhum momento” houve acordo de cedência de espaço no complexo IPOMEA às duas famílias desalojadas.

Em resposta à notícia sobre o despejo em dois apartamentos da IFH que deixou duas famílias desalojadas, após terem-nos ocupado, à força, em Sal Rei, Boa Vista, a IFH explicou mediante nota de imprensa que os dois apartamentos do Boavista1, anteriormente vendidos, foram recentemente restituídos à empresa.

Pelo que a IFH iniciou o processo interno de devolução ao estoque e posterior comercialização ou arrendamento, considerando manifestações de interesse já existentes, mas em finais de Fevereiro, constataram a invasão dos dois apartamentos em questão, e prontamente entraram em contato com os ocupantes, explicando a situação e solicitando a desocupação imediata, no entanto, relatam que as reacções foram negativas.

A IFH alega que face à persistência da ocupação indevida, realizou uma segunda abordagem no início de Março, desta vez em conjunto com as autoridades locais, buscando sensibilizar para a desocupação dos imóveis, e mais uma vez a acção não obteve sucesso, e as reacções das ocupantes foram “muito negativas”, e inclusive afirma ter recebido diversas reclamações de outros moradores sobre o comportamento das mesmas.

Sendo assim, a IFH indica ter dado entrada para os trâmites necessários para desocupação dos apartamentos, e foi enviado uma comunicação escrita com o prazo para a desocupação, como o mesmo não aconteceu, tiveram que actuar junto com as autoridades locais.

A IFH confirma ter recebido na véspera da ordem de desocupação uma carta da ocupante Gisela Santos, onde mencionava a “intenção de permanecer na habitação gratuitamente”, e que tal foi negado porque o referido apartamento antes da invasão já estava em negociação para arrendamento.

MGL/ZS

Inforpress/Fim

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