
Cidade da Praia, 27 Jul (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, lamentou hoje a morte do antigo deputado e ministro da Administração Interna Lívio Lopes, falecido na noite de sexta-feira, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Cidade da Praia.
“Um amigo que parte, um companheiro de muitos combates”, escreveu José Maria Neves na rede social facebook.
O chefe de Estado distingue o antigo governante e deputado pelo trabalho, pela honestidade, pela intelectualidade e pela elevada estatura ética e sentido de Estado nas altas funções que desempenhou.
Muito consternado, José Maria Neves apresenta condolências à família, aos amigos e à ilha do Fogo, nesta hora de dor.
Lívio Lopes era originário da localidade de Patim, zona sul da cidade de São Filipe, Lívio Fernandes Lopes era muito estimado e admirado na sua comunidade, desde os mais jovens aos mais adultos, graças à sua maneira peculiar como tratava todos.
Lívio Fernandes Lopes, formado em direito pela Faculdade de Direito de Macau, era quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros e, no final da década de 80, juntamente com outros estudantes de Patim e arredores, fundou, na cidade da Praia, a associação Amigos de um Berço Comum, ABC de Patim, que até hoje desenvolve as suas equipas em vários sectores.
Dirigente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Lívio Fernandes Lopes, antes de ter sido eleito deputado da Nação, foi director do Gabinete de Desenvolvimento Regional ligado ao projecto da cooperação alemã.
Enquanto deputado presidiu à Comissão Especializada dos Assuntos Jurídicos e Constitucionais da Assembleia Nacional e é autor do livro de reforma do parlamento intitulado “Parlamento cabo-verdiano – Os fundamentos de uma Reforma” editado em 2014.
Foi ministro da Administração Interna no Governo de José Maria Neves e presidiu o Conselho da Administração da Agência de Regulação Económica (ARE).
Além da vertente política, Lívio Fernandes Lopes foi um homem da cultura e de letras com várias composições gravadas por intérpretes foguenses como Augusto Mendes Pires “Talulu” e muitos escritos sobre as manifestações culturais da ilha e tinha anunciado a publicação de um livro de literatura relacionada com a ilha, mas que a morte acabou por adiar.
AV/HF
Inforpress/Fim
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