
Cidade da Praia, 01 Ago (Inforpress) – O antigo deputado da Nação eleito pelo círculo eleitoral do Fogo e ministro da Administração Interna Lívio Fernandes Lopes, que faleceu sexta-feira, 26, na cidade da Praia, vai hoje a enterrar às 17:00, no cemitério da Várzea.
De acordo com uma nota do PAICV, o funeral realiza-se após a cerimónia religiosa, que terá lugar na igreja pró Catedral da Nossa Senhora da Graça.
O velório e o acto de apresentação de pêsames decorrem nos Paços de Concelho da Praia, a partir das 12:30, onde o corpo será velado.
A partir das 15:20 haverá intervenção da presidente da Assembleia Nacional, mensagem da família, intervenção do presidente do PAICV e do Presidente da República.
O corpo será transferido para a igreja de Nossa Senhora da Graça às 15:55 para cerimónia religiosa, seguindo o funeral para o cemitério da Várzea de Companhia às 17:00.
Lívio Lopes era originário da localidade de Patim, zona sul da cidade de São Filipe, onde era estimado e admirado pela comunidade, desde os mais jovens aos mais adultos, por sua maneira peculiar como tratava todos.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Macau, era quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros e, no final da década de 80, juntamente com outros estudantes de Patim e arredores, fundou, na cidade da Praia, a associação Amigos de um Berço Comum e ABC de Patim.
Dirigente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Lívio Fernandes Lopes, antes de ter sido eleito deputado da Nação, foi director do Gabinete de Desenvolvimento Regional ligado ao projecto da cooperação alemã.
Enquanto deputado presidiu à Comissão Especializada dos Assuntos Jurídicos e Constitucionais da Assembleia Nacional e é autor do livro de reforma do parlamento intitulado “Parlamento cabo-verdiano – Os fundamentos de uma Reforma” editado em 2014.
Foi ministro da Administração Interna no Governo de José Maria Neves e presidiu o conselho da administração da Agência de Regulação Económica (ARE).
Além da vertente política, Lívio Fernandes Lopes foi um homem da cultura e de letras com várias composições gravadas por intérpretes foguenses como Augusto Mendes Pires “Talulu” e muitos escritos sobre as manifestações culturais da ilha.
PC/AA
Inforpress/Fim
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