
Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) – A directora dos Serviços de Pecuária, Analina Olende, confirmou hoje a existência de um surto de peste suína africana na ilha de São Nicolau, após a detecção de suspeitas clínicas e a confirmação laboratorial realizadas no exterior.
Segundo a responsável, que falava em conferência de imprensa, as primeiras suspeitas surgiram em Outubro de 2025, quando animais de algumas explorações apresentaram sinais clínicos compatíveis com a doença.
As amostras recolhidas foram enviadas a um laboratório no Senegal, que confirmou tratar-se de peste suína africana.
Perante a situação, as autoridades sanitárias estão a implementar “medidas rigorosas de vigilância e controlo”, incluindo a restrição da movimentação de suínos, o reforço da inspeção sanitária interilhas.
Das medidas constam ainda a proibição do abate e consumo de animais doentes e a aplicação de medidas de higiene e biossegurança nas explorações.
Segundo a mesma fonte, Cabo Verde conta com cinco ilhas afetadas pela doença, nomeadamente Santiago, Maio, Fogo, Boa Vista e, mais recentemente, São Nicolau.
Nesta ilha, o surto foi identificado na zona da Ribeira Brava, enquanto em Santiago a doença encontra-se disseminada por toda a ilha.
Analina Olende sublinhou que a peste suína africana é uma doença altamente contagiosa, sem vacina ou tratamento, mas garantiu que não representa risco para a saúde humana, não sendo uma doença zoonótica.
“Não existe essa possibilidade, não se trata de uma doença zoonótica, mas, entretanto, não podemos consumir animal doente”, disse.
Ainda assim, alertou para a proibição absoluta do consumo de carne proveniente de animais doentes.
Ainda durante o encontro, a directora explicou que Ministério da Agricultura e Ambiente irá apoiar financeiramente os criadores afetados, uma vez que o combate à doença implica, muitas vezes, o abate sanitário dos animais, acompanhado de indemnização.
“Com certeza, porque uma das formas de combater esta doença é o abate sanitário, e o abate dos animais infectados faz-se mediante a indemnização dos criadores”, frisou Analina Olende.
A directora garantiu que na segunda-feira, 08, irá uma equipa de especialistas à ilha de São Nicolau para realizar um diagnóstico retrospetivo do surto e definir medidas adicionais de contenção.
No entanto, apelou à colaboração dos criadores e da população em geral, reforçando a importância da notificação imediata de qualquer suspeita da doença às autoridades competentes.
JBR/AA
Inforpress/Fim
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