
Cidade da Praia, 03 Mar (Inforpress) – A Associação Movidoso celebrou hoje, no Campo de Sucupira, em Achada Santo António, o seu segundo aniversário, assinalando dois anos de actividade física regular que, actualmente, envolve cerca de 500 idosos em vários bairros.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação Movidoso, João Tigana Robalo, considerou a data “um momento de orgulho e de muita satisfação”, sublinhando que a organização nasceu com apenas cinco pessoas e, em dois anos, expandiu-se significativamente.
“Foi um percurso de muita luta e persistência. Começámos com cinco pessoas, com humildade e trabalho contínuo, e hoje tivemos cerca de 500 pessoas a fazer actividade física de forma regular”, afirmou.
As actividades comemorativas decorreram no Campo de Sucupira, no bairro de Achada Santo António, e contaram com a participação de grupos provenientes de vários bairros da cidade da Praia e, ainda, do concelho de Santa Cruz.
Segundo o responsável, a criação da associação surgiu da necessidade de dar resposta a uma camada considerada sensível e, muitas vezes, excluída da sociedade, nomeadamente, os idosos.
“Havia uma lacuna muito grande. Muitos idosos estavam praticamente excluídos. Eu e a minha colega tivemos a visão de criar esta associação para dar uma resposta sustentável, promovendo actividade física e momentos de convívio”, explicou.
Actualmente, a Movidoso desenvolve actividades em diversos bairros da capital, nomeadamente, Achada de Santo António, Terra Branca, Tira Chapéu, Ponta d’Água, Safende e Cruz Vermelha estendendo, ainda, as suas acções ao concelho de Santa Cruz e à ilha da Boa Vista.
João Tigana Robalo destacou que o impacto tem sido “significativo”, não apenas ao nível físico, mas também social e cognitivo, com a realização de passeios e actividades de lazer fora do contexto habitual dos participantes.
“Antes muitos estavam em casa, isolados. Hoje estão activos, convivem, viajam para locais como Cidade Velha e Tarrafal, e isso representa um ganho enorme para a saúde física e mental”, realçou.
Quanto aos desafios, apontou as dificuldades iniciais na mobilização e na criação de confiança junto dos participantes, situação que, segundo disse, foi ultrapassada com trabalho, rigor e disciplina.
O presidente da associação aproveitou ainda para apelar à prática regular de actividade física, defendendo que a promoção da saúde deve ser uma responsabilidade colectiva.
“O apelo é para que as pessoas não fiquem paradas. Que procurem orientação adequada para fazer actividade física. Uma nação saudável é uma nação mais bonita e sustentável”, concluiu.
CM/HF
Inforpress/Fim
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