Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) – O autor do furto na Livraria Nhô Eugénio, na Praia, não arrombou a entrada, terá utilizado uma chave para aceder ao local e simulou uma invasão ao deixar a porta entreaberta e a fechadura parcialmente danificada.
A informação foi avançada a Inforpress pela responsável do espaço, Carmo Furtado, que assinalou que o assalto ocorrido na segunda-feira, 31 de Março, foi descoberto pelo seu marido, Rui Furtado, que chegou à livraria às 07:00, acompanhado pela empregada, e se deparou com o local do crime.
Segundo Carmo Furtado, a livraria nunca havia sido alvo de qualquer crime e o episódio desta semana, no entanto, trouxe um cenário inédito, pois os autores do furto não arrombaram a entrada, mas utilizaram uma chave para aceder ao local.
O alvo foi específico, os meliantes ignoraram livros, bebidas e equipamentos eletrónicos e dirigiram-se directamente a um saco estrategicamente escondido, onde estavam guardados 200 bilhetes do Kriol Jazz Festival.
“A pessoa que entrou tinha uma chave e sabia exatamente onde estavam os bilhetes. Isto não foi um furto comum”, declarou Carmo Furtado, que reforça não ter suspeitas diretas sobre ninguém e que aguarda o desenrolar da investigação por parte das autoridades.
Além disso, Carmo Furtado contou que abriram um cofre utilizando uma chave retirada da caixa registadora e levaram um envelope contendo 70 mil escudos provenientes da venda de bilhetes, no total, o prejuízo soma 500 mil escudos em pulseiras e 70 mil escudos em dinheiro.
O caso levanta muitas questões, sobretudo pela forma como os responsáveis pelo furto sabiam exactamente onde procurar.
A polícia já foi acionada e está a realizar diligências, incluindo a recolha de impressões digitais na área onde o dinheiro e os bilhetes estavam armazenados.
Contudo, a ausência de câmaras de segurança no local e a impossibilidade de identificar qualquer actividade suspeita através das imagens das redondezas podem dificultar a investigação, segundo a mesma fonte.
Carmo Furtado aproveitou a ocasião para lançar um apelo aos promotores de espetáculos, sugerindo que os bilhetes de eventos sejam numerados.
Segundo a responsável, se os bilhetes do Kriol Jazz Festival tivessem numeração, seria possível identificar e anular aqueles que foram furtados, impedindo a sua revenda ilegal.
O público é aconselhado a adquirir bilhetes e pulseiras apenas nos pontos de venda oficiais e a denunciar qualquer tentativa de venda irregular.
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Inforpress/Fim
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