Ataque israelita causa seis mortos no Líbano - imprensa oficial

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Ataque israelita causa seis mortos no Líbano - imprensa oficial
12/05/26 - 08:39 am

Beirute, 12 Mai (Inforpress) – A agência de notícias oficial libanesa, ANI, avançou hoje que seis pessoas morreram, na segunda-feira, devido a um bombardeamento aéreo israelita em Kfar Dounine, no sul do Líbano.

A Agência Nacional de Notícias (ANI) libanesa precisou, por sua vez, que um 'drone' israelita tinha atingido um grupo de pessoas "reunidas perto do cemitério" na localidade de Zebdine (sul), apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril. 

O exército libanês declarou ainda que um dos seus militares e "vários membros da sua família" foram mortos num ataque que visou a sua residência, na região de Nabatiyé (sul). 

Apesar do período de tréguas em vigor, prolongado até meados de maio, o exército israelita continua os ataques, principalmente no sul.

O porta-voz da força israelita publicou hoje avisos de retirada das populações de cerca de vinte localidades do sul e estabeleceu uma zona de 10 quilómetros delimitada por uma "linha amarela", proibida à imprensa e aos habitantes, na qual realiza operações de demolição. 

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou em comunicado que "as violações israelitas persistem no sul apesar do cessar-fogo, assim como a demolição e o destruição de casas e locais de culto, enquanto o número de vítimas está a subir dia após dia".

"Devemos pressionar Israel a respeitar as leis e acordos internacionais e a deixar de atacar civis, trabalhadores de resgate, proteção civil, entidades humanitárias (...)", acrescentou Aoun.

Ataques mortíferos israelitas atingiram várias localidades no sul na manhã de hoje, incluindo localidades não incluídas nos avisos para a retirada das populações, segundo a ANI.

O Ministério da Saúde deu conta de pelo menos cinco mulheres e duas crianças entre os 15 mortos. 

Israel diz que quer proteger a sua região norte de ataques do Hezbollah, movimento armado pró-Irão que continua a reivindicar ataques a posições israelitas no Líbano e, ocasionalmente, a Israel.

Segundo o acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se o "direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

A cláusula é contestada pelo Hezbollah, que através do deputado Ibrahim Moussawi a considerou "um precedente perigoso".

O movimento xiita anunciou ter atingido hoje tanques israelitas em território libanês.

O exército israelita, por seu lado, anunciou também hoje a morte em combate de um dos seus militares no sul do Líbano, o quarto desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

A trégua e a sua extensão foram anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no final de negociações em Washington entre os embaixadores de Israel e do Líbano, preparando o caminho para negociações diretas entre os dois países.

Enquanto o Presidente libanês se mostra decidido a conduzir estas negociações, o Hezbollah opõe-se e faz campanha contra ele.

Joseph Aoun afirmou hoje ter coordenado as diligências relativas às negociações com o primeiro-ministro, Nawaf Salam, e com o presidente do parlamento, Nabih Berri, mas este, principal aliado do Hezbollah, apressou-se a desmentir.

As operações israelitas no Líbano provocaram mais de 2.500 mortos e mais de um milhão de deslocados desde 02 de março, segundo um balanço oficial.

Dezenas de habitantes e responsáveis de localidades do sul do Líbano ocupadas pelo exército israelita reuniram-se hoje no centro de Beirute para denunciar as operações de demolição em curso.

Inforpress/Lusa/fim

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