Cultura e arte constituem espaços essenciais para construção da identidade cabo-verdiana – coordenadora

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Cultura e arte constituem espaços essenciais para construção da identidade cabo-verdiana – coordenadora
07/05/26 - 03:55 pm

Cidade da Praia, 07 Mai (Inforpress) – A coordenadora-geral do II Seminário Internacional Cultura, Arte e Subjectividade, SICAS, considerou hoje, na Praia, que a cultura e a arte constituem espaços essenciais para a construção da identidade e da subjectividade cabo-verdianas.

Vanusa Pereira Tavares falava à imprensa à margem da prévia do II Seminário Internacional Cultura, Arte e Subjectividade (II SICAS), uma iniciativa que antecede a segunda edição do seminário marcada para Setembro de 2026, em Salvador, Bahia, no Brasil.

Segundo Vanusa Tavares, a actividade realizada em Cabo Verde representa uma continuidade do primeiro seminário promovido no ano passado, na Câmara Municipal da Praia, além de servir como uma amostra do encontro internacional previsto para o Brasil.

“Essa aqui é uma prévia do segundo seminário Internacional Cultura, Arte e Subjectividade”, disse.

A mesma explicou que a edição deste ano integra o I Encontro Interdisciplinar da Contemporaneidade Cabo-verdiana, centrado nas pesquisas desenvolvidas por intercambistas brasileiros em Cabo Verde.

A programação incluiu apresentações de pesquisas, lançamento de livros, exposição da artista plástica Evia Amado, apresentação oficial da Fundação Gara e momentos culturais ligados à tradição cabo-verdiana.

Vanusa Tavares considerou que o seminário pretende criar um espaço de reflexão e crítica social sobre a construção da subjectividade e da identidade cabo-verdianas.

“Esse evento vai ser um espaço de reflexão, de crítica social, para a gente entender como está sendo construída a nossa subjectividade e a nossa identidade cabo-verdianas”, referiu.

Por sua vez, a coordenadora-adjunta do SICAS e representante docente da Universidade de Santiago, Isaura Furtado, defendeu o reforço das relações culturais e académicas entre Cabo Verde e Brasil através da investigação, da cultura e das parcerias institucionais.

“Nós temos aqui um grande oceano que nos separa, mas que também, hoje em dia, nos une”, indicou.

Isaura Furtado falou ainda da necessidade de valorização dos saberes e das produções culturais dos países do sul global, salientando que os territórios africanos e afro-diaspórios possuem capacidade de construir as suas próprias narrativas históricas e culturais.

O II SICAS acontece em Setembro de 2026, na cidade de Salvador, Bahia (Brasil), dando continuidade aos debates iniciados em Cabo Verde na primeira edição do seminário.

O evento conta com a participação de representantes académicos de Cabo Verde, Brasil e Portugal, além de membros de colectivos culturais.

KF/SR//HF

Inforpress/Fim

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