
Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) defendeu hoje a necessidade de garantir o acesso gratuito aos serviços de saúde, apontando dificuldades enfrentadas pelos utentes com taxas moderadoras, consultas e exames.
Em declarações à imprensa, a candidata a deputada da nação pelo círculo de Santiago Sul, Carla Lima, afirmou que muitos cidadãos que recorrem às unidades hospitalares enfrentam constrangimentos financeiros devido ao pagamento de taxas moderadoras, consultas, exames e outros custos associados ao internamento.
Segundo a candidata, estes encargos surgem num momento de “maior vulnerabilidade” dos cidadãos, o que, no seu entender, agrava a situação das famílias que não dispõem de capacidade para suportar tais despesas.
Perante este cenário, Carla Lima disse que o PAICV, maior partido da oposição, pretende melhorar a qualidade dos serviços de saúde, mas também assegurar o acesso gratuito aos cuidados médicos.
Na mesma linha, defendeu que todos os cabo-verdianos devem poder beneficiar de assistência médica “em qualquer situação e circunstância”, independentemente da sua condição financeira.
“São todos estes custos no momento em que a pessoa está na sua maior vulnerabilidade, e é nessa hora que o Estado apresenta a conta maior e muitas vezes não conseguimos pagar”, afirmou.
A comitiva do PAICV encontra-se de visita ao concelho de São Salvador do Mundo (Picos), seguindo às 14:00 para a Calheta de São Miguel.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, concorrem cinco partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – aos 72 mandatos de deputados, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dez no território nacional e três na diáspora.
Nas últimas legislativas, realizadas a 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
L/JMV
Inforpress/Fim
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