
Cidade da Praia, 30 Abr (Inforpress) – O Bairro Craveiro Lopes recebe hoje a segunda edição do festival do Dia Internacional do Jazz, reunindo sete grupos musicais num evento que visa aproximar o público da música improvisada, anunciou a organização.
Em declarações à Inforpress, o membro da organização Paulo Linhares explicou que a iniciativa resulta de uma mentoria de José Batista, que lançou o desafio a músicos e produtores para se juntarem na celebração da data instituída pela UNESCO.
“O objectivo primeiro é aproximar as pessoas das novidades do jazz e da música improvisada com os grupos existentes na Praia”, afirmou, acrescentando que a intenção passa também por levar o festival a diferentes bairros da capital.
Depois da primeira edição realizada em Achada Santo António, a organização optou por descentralizar o evento para o Bairro Craveiro Lopes, com a perspectiva de, em futuras edições, alargar a iniciativa a outras zonas da cidade, ao interior da ilha de Santiago e a outras ilhas.
“Por que não pensar no interior de Santiago ou trazer músicos de outras ilhas e até cabo-verdianos que estão firmados no estrangeiro?”, questionou.
O cartaz integra sete projectos musicais, com uma diversidade geracional que vai de jovens músicos, alguns com cerca de 16 anos, a formações mais experientes no panorama do jazz na capital.
“É um cartaz interessante porque junta grupos mais jovens e outros mais veteranos que vêm lutando para afirmar a música improvisada e o jazz na cidade da Praia”, sublinhou.
Relativamente ao público, Paulo Linhares rejeitou a ideia de que o jazz seja um género elitista, defendendo que se trata de uma música acessível a todos.
“O jazz é uma música como qualquer outra, como o rock, o soul ou o funk. Não é difícil nem exige preparação específica para ouvir”, afirmou, considerando-a uma expressão “popular”.
O responsável destacou ainda que um dos objectivos da data é promover o jazz como instrumento de união entre pessoas e culturas, incentivando a convivência e a partilha.
“O público-alvo é todo aquele que gosta de música e que quer conviver. A música é uma forma de unir as pessoas”, reforçou.
A organização não estabelece metas de público, privilegiando antes o ambiente e a experiência musical.
“Quem vier é bem-vindo. Queremos proporcionar uma noite agradável, onde a grande protagonista será a música”, concluiu.
O evento contará com actuações de bandas e projectos locais de jazz, cada um com cerca de 30 minutos de actuação, nomeadamente Ivanilson Lima, Tommy Hegel, Djunta Raiz Trio, Trio Trapezius, Alicia Freitas e Mubop.
CM/JMV
Inforpress/Fim.
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