
São Filipe, 28 Abr (Inforpress) – O primeiro dia do Festival no Presídio arrancou na noite de domingo com música e expectativa elevada, mas entre os vendedores instalados no recinto o balanço inicial divide opiniões, oscilando entre otimismo moderado e queixas de fraco movimento.
Leandro Pires, que iniciou as vendas há pouco tempo, mostrou-se confiante quanto à evolução do evento ao longo da madrugada.
“As vendas estão a ir bem. Abri há pouco, mas até agora está tudo OK. Espero que melhore ainda mais com o decorrer da noite”, afirmou.
Sandra da Rosa, conhecida como Graciete, que comercializa espetadas, descreveu um cenário menos animador nas primeiras horas.
“Infelizmente as vendas não estão lá grande coisa. O movimento está fraco, mas acredito que possa melhorar com o tempo e com a chegada de mais pessoas”, disse, apontando para a necessidade de maior afluência para equilibrar os custos assumidos.
Também Maria Lopes, vendedora de bebidas diversas, referiu que o início foi tímido, mas mantém expectativa positiva.
“O começo foi calmo, mas isso é normal. Depois da meia-noite costuma encher mais. Estamos preparados para atender muita gente”, sublinhou.
O cartaz musical do primeiro dia arrancou às 23:30 com DJ Cash, seguindo-se Trakinuz à meia-noite, Big Rasta, às 01:30, o grupo Quem é o Bob?, às 02:30, Alyrio, às 03:30, e novamente DJ Cash. às 05:00, encerrando a programação da madrugada.
O Festival no Presídio, que integra o calendário cultural do município, volta a apostar numa forte componente musical, atraindo público jovem e emigrantes que regressam à ilha nesta época festiva.
Para os pequenos comerciantes, o sucesso do evento traduz-se não apenas na animação cultural, mas sobretudo na oportunidade de reforçar o rendimento num curto espaço de tempo.
KA/AA
Inforpress/Fim
Partilhar