
São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – A associação para a reinserção social Novo Rumo está a desenvolver, no estabelecimento prisional da região, um projecto de estampagem de t-shirts, canecas e bolsas, envolvendo reclusos na produção de peças artesanais com potencial de comercialização.
A iniciativa foi apresentada hoje por Daniela Silva, representante da ONG GOSP e membro da associação, durante a Feira de Negócios e de Saúde, que decorre no Alto de São Pedro, no centro da cidade de São Filipe, de 27 a 30 de Abril, no âmbito das comemorações do Dia do Município e da Bandeira.
Segundo a responsável, o projecto permite aos reclusos expressar criatividade através de desenhos próprios, posteriormente transformados em produtos comercializados fora do estabelecimento prisional, sendo a associação responsável pela sua venda.
A ideia, explicou, surgiu no âmbito de um projecto de reinserção social desenvolvido em 2012, que reuniu várias instituições ligadas à área e culminou na criação da associação Novo Rumo, com foco na reabilitação e inclusão social de reclusos.
“Os reclusos têm talento que muitas vezes fica escondido. A nossa missão é valorizá-lo e criar oportunidades para que, após cumprirem a pena, possam regressar à sociedade com melhores perspectivas de emprego e integração”, afirmou.
Daniela Silva reconheceu, no entanto, que o projecto enfrenta desafios, sobretudo ao nível da gestão e continuidade das actividades, destacando a necessidade de maior disponibilidade dos membros e de apoios institucionais e financeiros.
A associação tem vindo a trabalhar, em articulação com a Câmara Municipal de São Filipe, na possibilidade de abertura de um espaço comercial no centro da cidade, junto ao edifício camarário, que permitirá a venda dos produtos confeccionados pelos reclusos, bem como de artesanato local e outros serviços, como fotocópias.
O projecto de estampagem arrancou com cerca de 30 reclusos em formação, número que actualmente se situa acima dos 25, incluindo participantes que continuam a desenvolver actividades no âmbito da iniciativa.
Inicialmente, a venda dos produtos visava a criação de um fundo para aquisição de matérias-primas e equipamentos.
Numa segunda fase, o foco passa também pela geração de rendimento para os próprios reclusos envolvidos no projecto.
KA/JMV
Inforpress
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