
Sal Rei, 26 Abr (Inforpress) – A organização da travessia Sal–Boa Vista em kitesurf e wing foil pretende internacionalizar o evento já na próxima época, na sequência do balanço positivo da segunda edição, que terminou este domingo com cerca de 23 participantes.
A Nautics CV, promotora da iniciativa Downwind Sal–Boa Vista, considera esta edição de 2026 como um “teste final” à capacidade logística e de segurança da prova.
Segundo a representante da organização, Sanny Fonseca, o objetivo passa por transformar o percurso entre as duas ilhas num produto turístico comercializável no exterior, atraindo grupos de estrangeiros para realizarem a travessia em conjunto com atletas nacionais.
“O objetivo era fazer mais este segundo teste e correu tudo lindamente”, afirmou Sanny Fonseca, sublinhando que, apesar das limitações de financiamento e de uma avaria numa embarcação de apoio — que perdeu uma hélice —, a equipa demonstrou capacidade organizativa para assegurar o evento.
Ao nível desportivo, a travessia registou um aumento de participantes face à edição anterior, envolvendo atletas de várias idades e géneros. Entre os destaques, a organização salientou a participação de duas mulheres e a presença do atleta mais jovem de sempre, Luik Avin, natural do Sal, com 13 anos, o que reforça o potencial de renovação da modalidade em Cabo Verde.
Para os atletas, o percurso de cerca de 50 quilómetros foi marcado pela adrenalina e pelo contacto direto com a biodiversidade marinha. Cristian, residente na Boa Vista e primeiro a chegar à ilha, destacou o espírito de grupo e a segurança da prova, referindo que a experiência “foi muito bonita” e deve ser repetida mais vezes, envolvendo também a comunidade local.
A organização sublinhou ainda a dimensão histórica da travessia, ao recriar a rota utilizada pelos pioneiros da modalidade em 1989, considerando a ligação náutica entre o Sal e a Boa Vista como um marco da “Economia Azul” no arquipélago.
MGL/JMV
Inforpress/Fim
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