“Konbersu Merkadu” dá voz às ‘rabidantes’ para levar histórias das mulheres ao centro do desenvolvimento

Inicio | Sociedade
“Konbersu Merkadu” dá voz às ‘rabidantes’ para levar histórias das mulheres ao centro do desenvolvimento
16/04/26 - 07:45 pm

Cidade da Praia, 16 Abr (Inforpress) - O grupo Konbersu Mercado: stórias ki ta fazenu” promoveu uma roda de conversa com ‘rabidantes’ no mercado da capital, visando escutar, dar visibilidade às suas histórias e preparar uma grande conferência dedicada às mulheres, prevista para 2027.

Promovido em parceria com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), e o Projeto Mural 3D: Rostus di Pan-Afrikanismu, o evento propõe transformar os mercados e feiras municipais em espaços de escuta pública, educação cidadã e construção partilhada de soluções práticas.

Em declarações à Inforpress, a porta-voz do grupo, Leyanne Oliveira, contou que a iniciativa foi proposta pelo investigador Lypi Filho, com o objectivo mais amplo de preparar uma grande conferência dedicada às mulheres, prevista para 2027.

“Mas antes disso é preciso ouvir as comunidades. Pensar em mulheres implica entrar nas comunidades para conhecer as suas histórias, perceber como construir esse evento com base nas suas realidades, e não há lugar melhor do que o mercado”, explicou.

A série “Konbersu na Merkadu” prevê um ciclo de encontros mensais ao longo do ano, a começar pelos diferentes mercados da ilha de Santiago para compreender os desafios, dinâmicas e vivências do comércio local.

“Hoje queremos ouvir as histórias das rabidantes, entrar na essência do espírito do mercado, enquanto mulheres que vendem produtos da terra. É um trabalho importante, um pilar da nossa economia, e queremos levantar as suas vozes”, disse a responsável.

Segundo Leyanne Oliveira o propósito é ainda construir uma base para futuros projetos sociais e educativos, cujo caminho será orientado pelas próprias mulheres.

A porta-voz sublinhou ainda que o desenvolvimento do país deve ser pensado de forma inclusiva, envolvendo não apenas as mulheres, mas também os homens e as famílias como um todo.

ET/CP

Inforpress/Fim

Partilhar