SISCAP critica tabela salarial do PCFR do INIDA e pede valorização da antiguidade

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SISCAP critica tabela salarial do PCFR do INIDA e pede valorização da antiguidade
01/04/26 - 07:09 pm

João Teves, 01 Abr (Inforpress) – O Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) criticou hoje a proposta de tabela salarial do PCFR dos trabalhadores do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), considerando que não valoriza a antiguidade.

A posição foi manifestada durante um encontro com trabalhadores, realizado após a publicação do PCFR, a 09 de Março, documento que o sindicato diz reconhecer como importante, mas que suscita preocupações quanto à sua aplicação.

Em declarações à imprensa, o vice-presidente do SISCAP, Francisco Furtado, apontou a tabela remuneratória como o principal motivo de discórdia, alegando que não reflete o tempo de serviço acumulado por trabalhadores com mais de 40 anos de carreira.

“O PCFR é um instrumento importante e aguardado há décadas, mas a tabela salarial apresentada não vai ao encontro das expectativas dos trabalhadores”, afirmou.

Segundo o dirigente, o parecer jurídico apresentado pelo sindicato não foi considerado no processo.

Os trabalhadores aguardam agora a publicação da lista provisória de transição, que deverá definir o enquadramento salarial individual, mas manifestam reservas quanto ao seu conteúdo.

“A lista provisória deve prever um prazo de 45 dias para reclamações, pelo que esperamos que o Governo tenha em conta as preocupações antes da sua publicação”, disse.

O SISCAP sustenta que, ao longo de mais de quatro décadas, os trabalhadores do INIDA registaram aumentos salariais pouco significativos, defendendo, por isso, a revisão da tabela com base na Tabela Única Remuneratória e com valores superiores aos propostos.

Um dos trabalhadores, António Dongo, manifestou também insatisfação, afirmando que a proposta não valoriza o percurso profissional dos funcionários.

O sindicato admite recorrer a formas de luta, como manifestações ou greve, caso as reivindicações não sejam atendidas.

Apesar das críticas, o SISCAP reconhece que o PCFR representa um avanço, sublinhando que o INIDA funcionou durante 44 anos sem um instrumento próprio de gestão de carreiras.

Com cerca de 80 trabalhadores a nível nacional, a maioria na ilha de Santiago, o sindicato apela ao Governo para que considere as reclamações antes da aprovação final da lista provisória.

DV/JMV

Inforpress/fim

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