
Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – A cidade da Praia acolheu hoje uma recepção de networking e boas-vindas aos bolseiros do programa Chevening, iniciativa do Governo do Reino Unido que visa promover o acesso de estudantes cabo-verdianos ao ensino superior naquele país.
Em declarações à Inforpress, Gavin Davis, da Secção Política e Económica da Embaixada Britânica, explicou que Cabo Verde beneficia, em média, de três bolsas totalmente financiadas, que cobrem propinas, subsídios e outros encargos.
Segundo o responsável, o processo de seleção é altamente competitivo, tendo sido registadas este ano 48 candidaturas elegíveis.
“Trata-se de uma bolsa global, disponível em vários países, e o número de vagas depende da qualidade dos candidatos. No caso de Cabo Verde, pretendemos atingir três bolseiros este ano, o que representa o número mais elevado até agora”, afirmou.
O programa conta com o apoio de parceiros, como o Intercontinental Investment Bank, que contribuem para o financiamento das bolsas.
Ainda assim, decorrem esforços para reforçar o número de oportunidades, através da mobilização de novos parceiros.
Gavin Davis salientou que um dos critérios determinantes na seleção dos candidatos é a apresentação de uma visão clara sobre o impacto da formação em Cabo Verde.
“Espera-se que os bolseiros regressem ao país e contribuam para o desenvolvimento nacional, sobretudo em sectores prioritários”, sublinhou.
A avaliação desse impacto inicia-se na fase de candidatura e prossegue através do acompanhamento de antigos bolseiros, permitindo aferir a sua contribuição para a sociedade cabo-verdiana.
A iniciativa serviu igualmente de espaço de partilha de experiências entre bolseiros, candidatos e interessados no programa.
Uma bolseira recém-chegada do Reino Unido, Elceline Morreira, destacou a importância destes encontros para quem pretende estudar no estrangeiro, considerando que “ajudam a compreender melhor as oportunidades e a preparar o percurso académico”.
Sobre as barreiras linguísticas, apontadas como um dos principais obstáculos, a estudante reconheceu que o domínio do inglês pode constituir uma dificuldade, mas defendeu que não deve ser visto como impedimento definitivo.
Já o candidato Amilton Gamboa considerou o programa “uma oportunidade de ouro” para os jovens cabo-verdianos, apesar do elevado nível de exigência e da forte concorrência.
“É uma oportunidade não só a nível académico, mas também pessoal e profissional”, afirmou.
JBR/JMV
Inforpress/Fim
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