Hospital Agostinho Neto inaugura infra-estrutura para gestão de resíduos hospitalares

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Hospital Agostinho Neto inaugura infra-estrutura para gestão de resíduos hospitalares
13/03/26 - 03:05 pm

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) - O HUAN deu hoje um “passo decisivo” na segurança sanitária e ambiental com a inauguração da “Casa de Resíduos”, um espaço que surge como uma solução integrada para o armazenamento e tratamento de resíduos biológicos e comuns.

A afirmação é do presidente do conselho de administração do Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto (HUAN), Evandro Monteiro, para quem esta é a primeira unidade do género com este nível de diferenciação em Cabo Verde.

Ainda segundo aquele responsável, o objectivo é garantir que todos os resíduos produzidos, pelas centenas de utentes que acorrem diariamente ao hospital sejam correctamente triados.

O processo, conforme explicou, inicia-se com um trabalho interno nos diferentes serviços para distinguir resíduos biológicos de não biológicos, que serão posteriormente depositados com segurança na nova infra-estrutura.

“Esta casa de resíduos, respeita e protege, essencialmente os aspectos inerentes aos cuidados, quer do ponto de vista de protecção ambiental e da saúde pública, quer, sobretudo, no que diz respeito à segurança dos nossos utentes e dos nossos profissionais de saúde”, acrescentou.

Evandro Monteiro, que considerou que o espaço tem um “impacto significativo” nas políticas de saúde pública, afirmou ainda que o hospital continuará a trilhar este caminho para responder aos desafios inerentes a um estabelecimento de saúde desta dimensão.

“O ciclo será encerrado com o transporte para a incineradora da Trindade, que já se encontra funcional, assegurando que nenhum resíduo perigoso permaneça sem o tratamento adequado”, disse.

A mentora do projecto, Celina Ferreira, destacou que a infra-estrutura é uma inovação necessária e explicou que a necessidade da nova Casa de Resíduos surgiu após a construção da central de produção de oxigénio ter ocupado o espaço anteriormente destinado aos descartes.

“Não se pode produzir oxigénio sem ter em conta as condições ambientais e a segurança de todos os que operam no recinto”, afirmou a mentora, reiterando que o projecto assenta em três pilares: gestão ambiental, saúde pública e segurança. 

A concretização da obra foi possível através de uma articulação entre o CCS-SIDA, o Fundo Global, a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) e o Ministério da Saúde.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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