
Mindelo, 09 Mar (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, assegurou hoje, no Mindelo, que as reclamações e reivindicações dos técnicos e auxiliares do Hospital Baptista de Sousa (HBS) vão ser estudadas por equipa de administradores e juristas.
O governante deu a explicação à imprensa após reunir-se na tarde de hoje, a seu pedido, com um grupo destes profissionais, que de manhã realizaram um acto de protesto durante a inauguração do Centro Ambulatorial, no Mindelo.
Os funcionários do hospital compareceram ao evento todos trajados de preto e saíram em debandada geral assim que o ministro da Saúde iniciou o seu discurso.
Sem gravar, alegaram que tal atitude seria para mostrar o seu descontentamento por não terem sido contemplados no Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) do pessoal da saúde.
Questionado se eles têm razão, Jorge Figueiredo explicou que se está perante um PCFR apresentado, de médicos, de enfermeiros, de técnicos auxiliares de diagnóstico e de técnicos auxiliares de saúde.
“O grande problema está se essa divisão em quatro carreiras responde à totalidade dos profissionais que se encontram no sistema. Eles dizem que não, eu provavelmente defenderei que sim”, sustentou.
Para resolver o impasse, afiançou a mesma fonte, vai-se criar uma comissão, com administradores e juristas, que "virá de imediato” a São Vicente para ouvir correctamente as reivindicações do grupo e saber quem faz parte ou não da lista.
A ideia, continuou, é constituir os grupos de carreiras que muitas vezes são de várias profissões, mas que fazem parte do mesmo pacote, por exemplo, de condutores, canalizadores, electricistas, e conseguir enquadrar os que já têm 12.º ano e os que não têm.
“É a primeira coisa que vamos tentar resolver de forma concreta, enquadrar todos dentro do PCFR e vamos encontrar, provavelmente, uma situação em que nem todos vão ficar dentro. Então, vamos ter que resolver o problema”, garantiu Jorge Figueiredo.
A questão, adiantou o ministro, está na rapidez com que estes esperam ter o seu PCFR posto em prática.
O governante clarificou que o documento dos médicos e dos enfermeiros já está finalizado, mas o dos auxiliares estão em processo.
Tanto assim é, sublinhou, que neste momento foi aprovada uma lista transitória, e está-se nos 45 dias de reclamação, que cabe a todos.
Depois destes 45 dias, o Ministério da Saúde vai recolher todas essas informações e vai fazer a tal lista definitiva, completou o ministro.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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