
Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – O administrador do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), Anildo Santos, defendeu hoje que o futuro do basquetebol cabo-verdiano passa pela profissionalização e qualificação científica dos treinadores.
Anildo Santos fez estas afirmações à Inforpress durante a cerimónia de encerramento da formação que vinha decorrendo na cidade da Praia, desde quinta-feira, 19, destinada a técnicos de várias ilhas do país.
A iniciativa enquadra-se num protocolo estratégico entre o IDJ e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que visa elevar o nível técnico do desporto nacional e criar novas oportunidades para atletas e treinadores.
Segundo o responsável, muitos treinadores trabalham ainda de forma empírica, baseado apenas na experiência como ex-atletas ou praticantes no activo, sem acesso a instrumentos científicos e metodológicos adequados.
“Hoje, ser treinador exige muito mais do que conhecimento prático. Exige bases em nutrição, fisiologia, anatomia e pedagogia. Estamos a dar um salto qualitativo no modo como se forma no desporto em Cabo Verde”, afirmou.
Para Anildo Santos, mais do que cumprir um plano de actividades, a acção representa uma estratégia de transformação estrutural do desporto.
“Não basta termos talento. Cabo Verde é um país com muito potencial, mas é preciso sistematizar o trabalho, estruturar o treino e preparar melhor quem está na base da formação”, sublinhou.
Paralelamente à capacitação, adiantou, decorreu um campo de prospeção de jovens talentos, com a identificação de atletas que poderão beneficiar de oportunidades académicas e desportivas em Portugal, conciliando estudos superiores com competição em escalões de formação.
O administrador do IDJ lançou ainda um desafio aos participantes, apelando para que assumam o papel de “agentes transformadores” nas suas comunidades.
“Esta formação não é o fim. É o início de um caminho que exige atualização constante e compromisso. O futuro do desporto depende da capacidade de cada treinador em formar não apenas atletas, mas cidadãos”, concluiu.
CM/CP
Inforpress/Fim
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