“De Guerrilheiro a Homem de Estado” deve integrar a bibliografia de base de qualquer estudo sobre Cabo Verde contemporâneo – historiador

Inicio | Cultura
“De Guerrilheiro a Homem de Estado” deve integrar a bibliografia de base de qualquer estudo sobre Cabo Verde contemporâneo – historiador
14/02/26 - 04:27 pm

Cidade da Praia, 14 Fev (Inforpress) – O historiador António Correia e Silva afirmou hoje que o livro de memórias de Pedro Pires, De Guerrilheiro a Homem de Estado, constitui um testemunho que deve integrar a bibliografia de base de qualquer estudo sobre Cabo Verde contemporâneo.

Para Correia e Silva, que vai apresentar a obra no dia 19 de Fevereiro, em parceria com Miguel Barros, no Auditório do TechPark Cabo Verde, na Praia, trata-se de uma descrição “extremamente importante”, feita por alguém que é simultaneamente protagonista e interessado na história, que viveu os acontecimentos na primeira pessoa e que, por isso, oferece testemunhos únicos.

O historiador fez estas considerações em declarações à Inforpress, ao comentar as memórias do antigo guerrilheiro nas matas da Guiné-Bissau, que viria mais tarde a tornar-se o primeiro chefe do Governo de Cabo Verde independente.

Segundo Correia e Silva, grande parte do livro é dedicada à infância, à juventude e à descoberta do mundo por parte do autor.

“[O livro] explica como é que este homem [Pedro Pires], um cabo-verdiano muito cabo-verdiano, com um percurso difícil, acaba por integrar a guerrilha”, referiu o historiador, sublinhando que a obra contém “episódios muito interessantes” anteriores ao período da luta armada.

Na perspectiva da fonte da Inforpress, De Guerrilheiro a Homem de Estado é também a biografia de um cabo-verdiano nascido nos anos 30, que descreve com “mestria” a sua juventude e o seu encontro, em São Vicente, com jovens de outras ilhas. Posteriormente, o autor segue para Portugal para prosseguir os estudos superiores, onde contacta com novas ideias que o levam a reinterpretar a sua vivência de infância e juventude.

Correia e Silva destacou ainda que, noutra dimensão do livro, o autor assume-se como protagonista da história ao abordar a luta de libertação na Guiné-Bissau, bem como experiências e contactos em vários pontos do mundo.

LC/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar