Ribeira Brava: Antigo autarca rejeita narrativa de “dívidas herdadas” e defende ganhos do Parque Solar da Preguiça

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Ribeira Brava: Antigo autarca rejeita narrativa de “dívidas herdadas” e defende ganhos do Parque Solar da Preguiça
05/02/26 - 02:30 pm

Ribeira Brava, 05 Fev (Inforpress) – O antigo presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava José Martins reagiu hoje às críticas da actual gestão camarária, rejeitando a tese de “dívidas herdadas” e defendendo a sustentabilidade económica do Parque Solar da dessalinizadora da Preguiça.

Em nota enviada à Inforpress, o ex-autarca justificou a sua intervenção pela necessidade de repor a verdade perante o que considera ser um discurso repetitivo que apresenta dívidas antigas como "novidade", quando existem mecanismos financeiros conhecidos para a sua regularização.

O antigo autarca sublinhou que, durante o seu mandato, a câmara da Ribeira Brava poderia ter recorrido a empréstimos bancários, mas não o fez por “consciência e sentido de responsabilidade” para com as futuras gerações.

José Martins esclareceu que as dívidas bancárias do município remontam a mandatos sucessivos desde 2004 e que, durante a sua gestão (2020-2024), a maior dívida corrente deixada foi inferior a 10 mil contos, relativa às obras do campo de Chanzinha.

Comparativamente, recordou que, ao assumir o cargo, herdou uma dívida de 20 mil contos do pavilhão da Maiamona, a qual resolveu "sem reclamações públicas".

José Martins criticou ainda a actual governação municipal, suportada pelo PAICV na Assembleia Municipal, afirmando que, apesar do aumento de cerca de 17 mil contos nas transferências governamentais desde 2024, a câmara terá optado por criar “avultados salários” e despedir trabalhadores com vários anos de serviço.

No que toca ao Parque Solar da dessalinizadora da Preguiça, o antigo presidente realçou que o projecto dispõe de um plano de amortização de seis anos, acordado com a empresa RIC Energy, e que a Câmara realizou todos os trabalhos físicos previstos, além de um adiantamento de cerca de 60 mil euros, com cofinanciamento do Governo no âmbito do programa NEX Energy.

Destacou ainda os ganhos financeiros do projecto, apontando que a fatura energética mensal passou de cerca de 1.500 a 2.000 contos para aproximadamente 300 contos, representando uma poupança superior a mil contos por mês.

O ex-autarca frisou que a dessalinizadora e o campo solar são património do município e activos estratégicos para a segurança hídrica da ilha, defendendo que a empresa Águas de São Nicolau tem responsabilidades no pagamento do consumo energético, conforme previsto.

José Martins apelou a um debate público conduzido com “transparência e rigor”, alertando contra insinuações que, no seu entender, confundem a opinião pública e desvalorizam projectos reconhecidos, incluindo internacionalmente, como o da solarização da dessalinizadora.

Por fim, criticou a ausência de obras estruturantes após 430 dias de governação municipal, considerando que a actual gestão procura justificações em vez de assumir responsabilidades, e defendeu que o bom nome e a honra das pessoas não devem ser utilizados como instrumento de disputa política.

WM/CP

Inforpress/Fim

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