
Cidade da Praia, 29 Jan (Inforpress) – O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), Marcos Rodrigues, defendeu hoje a criação urgente de mecanismos estatais de apoio às associações empresariais, alertando que muitas destas estruturas enfrentam graves carências económicas.
Marcos Rodrigues falava à imprensa à margem de um encontro de trabalho que reuniu na Praia as associações de Mulheres Empresárias de Santiago (AMES), de Jovens Empresários (AJEC) e das Mulheres Empresárias e Profissionais (AMEPCV), para debater a sustentabilidade do sector associativo.
O responsável sublinhou que apesar destas entidades terem um papel fundamental na democratização económica, na geração de emprego e no apoio ao tecido empresarial, continuam sem respaldo institucional.
“Não é aceitável que estas entidades, que desenvolvem actividades úteis para o desenvolvimento do país e Governo, em particular, não tenham qualquer apoio que venha do Estado”, advertiu.
Marcos Rodrigues lembrou que várias entidades reguladoras recebem recursos directa ou indirectamente provenientes do sector empresarial, enquanto as organizações que representam os empresários não beneficiam de qualquer suporte.
O presidente da CCS apontou exemplos concretos das dificuldades enfrentadas, como a ausência de instalações adequadas para reuniões, limitações para deslocações inter-ilhas e falta de condições mínimas para assegurar o normal funcionamento associativo.
Como resultado deste encontro, será elaborado um documento com recomendações a ser enviado ao Governo para ultrapassar o que Marcos Rodrigues classifica como um “olhar um pouco distante” das autoridades nacionais face às organizações empresariais.
Marcos Rodrigues garantiu ainda que esta será uma das prioridades ao renovar o seu mandato à frente da CCS, defendendo que as organizações empresariais devem merecer mais respeito e consideração no quadro institucional nacional.
“Nós temos estigmas enormes a nível nacional na relação com o tecido empresarial nacional, basta ver as questões protocolares”, pontuou, avançando que as associações empresariais não têm agenda política e que continuarão a trabalhar em prol do desenvolvimento de Cabo Verde e dos empresários nacionais.
LT/CP
Inforpress/Fim
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