
Paul, 26 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, presidiu hoje ao lançamento do projecto hidroagrícola de Aguada e Zurinca, avaliado em cerca de 42 mil contos, que vai beneficiar 24 agricultores e reforçar a produção agrícola em Santo Antão.
O projecto, com prazo de execução de seis meses, contempla a preparação de três hectares e meio de terreno agrícola, totalmente equipado com sistema de rega gota-a-gota, e envolve directamente 20 homens e quatro mulheres, maioritariamente jovens.
Durante o acto simbólico de descerramento da placa, o chefe do Governo sublinhou que a agricultura assenta em três pilares fundamentais, terra, água e mão-de-obra.
Segundo Ulisses Correia e Silva, a água estará assegurada para a prática agrícola, mas o projetco integra igualmente ações de formação, com vista a melhorar a utilização da mão-de-obra e dotar os produtores de conhecimentos técnicos para uma agricultura mais eficiente e sustentável.
O governante lembrou que este tipo de projectos hidroagrícolas está a ser implementado em várias ilhas e concelhos de Cabo Verde, ultrapassando já a centena de intervenções, envolvendo comunidades locais e criando emprego, rendimento e condições para a saída de situações de vulnerabilidade económica.
Para além do impacto social, o primeiro-ministro evidenciou o aumento da capacidade produtiva do país, sublinhando que, no caso de Santo Antão, o investimento ganha particular relevância face ao crescimento da ilha e às necessidades crescentes de abastecimento dos mercados.
A proximidade da área agrícola à estrada foi igualmente apontada como uma vantagem para o escoamento da produção, nomeadamente para o mercado de Porto Novo e outros em expansão, reforçando a viabilidade económica do projecto.
Ulisses Correia e Silva manifestou confiança no sucesso da iniciativa e desejou que, concluídas as obras, os 24 agricultores selecionados possam manter uma produção regular e sustentável ao longo dos próximos anos.
Por sua vez, o agricultor Osvaldo Baptista, um dos beneficiários do projecto, manifestou satisfação com a iniciativa, e disse que a introdução de um sistema moderno de rega representa um salto qualitativo para a agricultura praticada na zona.
“Trata-se de uma área muito produtiva, onde antes fazíamos essencialmente agricultura de sequeiro. Não vamos abandonar completamente esse modelo, mas agora teremos água disponível, o que torna a produção mais fácil, mais regular e com melhores resultados”, afirmou.
Segundo explicou, a garantia de água e de melhores condições técnicas permitirá aumentar a produtividade e reduzir a incerteza associada à dependência exclusiva das chuvas, razão pela qual os agricultores envolvidos encaram o projecto com confiança.
“Nós, enquanto beneficiários, estamos satisfeitos e agradecemos ao Governo e às entidades que financiaram este projecto, porque vai melhorar significativamente o nosso trabalho e o nosso rendimento”, acrescentou.
Também Adileusa Gomes manifestou satisfação com o arranque do projecto, considerando que a iniciativa representa uma oportunidade para desenvolver as suas actividades ligadas à comercialização de produtos agrícolas.
Para a beneficiária, o reforço da produção local permitirá garantir maior disponibilidade de produtos para venda, criando melhores condições para aumentar o rendimento familiar e assegurar maior estabilidade económica.
LFS/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar