
Tarrafal, 20 Jan (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal defendeu hoje que as grandes datas históricas de Cabo Verde são património comum da nação, durante uma homenagem ao munícipe e combatente, Joaquim Lopes, Nhu Punoi, com a inauguração de um busto.
Segundo José dos Reis, datas como 13 e 20 de Janeiro e 5 de Julho representam marcos fundamentais da construção nacional e pertencem a todo o povo cabo-verdiano, mais do que a qualquer protagonismo político.
Foi neste enquadramento que a autarquia decidiu assinalar o 20 de Janeiro com uma homenagem em vida a Joaquim Lopes, figura reconhecida no Tarrafal como líder comunitário, “rei da Tabanca” e combatente da Liberdade da Pátria.
O autarca sublinhou que a iniciativa visa reconhecer publicamente aqueles que deram contributos relevantes para a história do país e do município, defendendo que o Estado e o poder local devem continuar a prestar um reconhecimento justo aos obreiros da nação, pela sua entrega à causa de Cabo Verde e, em particular, ao desenvolvimento do Tarrafal.
O busto foi concebido pelo cenógrafo, pintor e escultor cabo-verdiano autodidata Domingos Luísa, que, segundo a edilidade, se solidarizou com os recentes acontecimentos vividos no Tarrafal, executando a obra por um valor simbólico.
Em nome da família, Carlos Lopes, filho do homenageado, manifestou gratidão pelo gesto, que considerou de grande significado.
Destacou que desde que nasceu escutou a história do pai como combatente, mas também o conheceu e seguiu o seu percurso como homem dedicado à causa do país, da educação, da cultura e da comunidade, conciliando esse percurso com as suas responsabilidades familiares.
Para a família, a homenagem representa o reconhecimento público de quem Joaquim Lopes “foi e é”, assumindo-se como um exemplo para a comunidade local.
“É uma homenagem justa a um homem que é da e para a comunidade”, concluiu.
MC/CP
Inforpress/Fim
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