Moradores de Palmarejo Grande denunciam estaleiro ilegal e alertam para riscos à segurança pública

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Moradores de Palmarejo Grande denunciam estaleiro ilegal e alertam para riscos à segurança pública
19/01/26 - 08:56 pm

Cidade da Praia, 19 Jan (Inforpress) – Os moradores de Palmarejo Grande denunciaram hoje um estaleiro ilegal de veículos em zona residencial, provocando ruído excessivo, riscos ambientais, ameaça à segurança pública e inação das autoridades.

À Inforpress, um dos habitantes, perfeitamente identificado, de uma das habitações, afiançou que a situação já foi comunicada às autoridades municipais, mas o que estaleiro continua a funcionar de forma irregular numa zona estritamente residencial de Palmarejo Grande.

De acordo com a denúncia, o estaleiro opera diariamente, incluindo aos “fins de semana e feriados”, desde as primeiras horas da manhã até ao período noturno, provocando ruído intenso e persistente, poeiras constantes e emanações de produtos químicos, combustíveis, óleos e solventes que invadem as habitações e afectam a saúde e a qualidade de vida dos residentes.

O popular refere ainda que a proximidade dos veículos pesados às habitações compromete a privacidade, uma vez que os camiões operam junto às janelas das casas, provocando a visualização directa do interior das residências.

A situação obriga, segundo dizem, ao “fecho permanente de portas e janelas para minimizar os impactos”.

 

A denúncia aponta também para riscos graves à segurança pública, nomeadamente a possibilidade de incêndio, devido à presença frequente de combustíveis e óleos derramados no chão, associados a comportamentos considerados negligentes no local.

Segundo a mesma fonte, as tentativas de diálogo com os responsáveis pelo estaleiro não tiveram resultados e, em alguns casos, foram marcadas por atitudes agressivas e intimidatórias.

O caso terá sido comunicado formalmente à Câmara Municipal da Praia há vários meses, sem que até ao momento tenham sido tomadas medidas concretas e o proprietário alega que a CMP diz que é “uma situação que acontece e que há outros acontecimentos, mas que não podem fazer nada”.

Perante a situação, os moradores apelam à intervenção urgente das autoridades competentes e à atenção da comunicação social, alertando que a manutenção da actividade poderá representar um risco sério para pessoas e bens numa das zonas residenciais da capital.

A Inforpress tentou ouvir a autarquia da capital, mas apesar de sucessivas tentativas ainda não foi possível ter uma reacção das autoridades camarárias. 

CG/SR/JMV

Inforpress/Fim

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