São Vicente: “A família é o primeiro espaço de protecção da criança que também é preciso reforçar” - ministro (c/áudio)

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São Vicente: “A família é o primeiro espaço de protecção da criança que também é preciso reforçar” - ministro (c/áudio)
19/12/25 - 07:31 pm

Mindelo, 19 Dez (Inforpress) – O ministro da Família e Desenvolvimento Social instou hoje, no Mindelo, para a responsabilização da família na educação das crianças e reforço desta como primeiro espaço de protecção e onde nem o Estado entra.

Fernando Elísio Freire lançou a deixa ao presidir a inauguração de salas de Actividades de Tempo Livre (ATL), localizado no Centro Social SOS, em Ribeira de Julião, São Vicente.

Segundo o governante, está-se a caminhar para o ponto de ter estruturas em cada bairro para dar suporte às famílias e às crianças.

Mas, sublinhou, este também é um momento de responsabilidade, tanto do Governo, na questão das políticas públicas, mas também para as famílias na educação.

“Porque muitas vezes, devido à nossa atitude, temos estado a desresponsabilizar as famílias das suas funções”, considerou Fernando Elísio Freire.

Justificou com a percepção de que o meio familiar é o primeiro espaço protector de uma criança e que precisa ser reforçado, lá onde o Estado não pode entrar.

Como exemplo, o ministro apontou o caso de uma criança que pode estar altas horas da noite na rua, e as pessoas, em vez de culparem os pais, chamem a capítulo o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

Um problema que, conforme a mesma fonte, deve ser resolvido com um trabalho de sensibilização e responsabilização

Por sua vez, a directora do Centro Social SOS, Graça Gomes, agradeceu pela oportunidade do financiamento do Ministério da Família para tornar realidade o ATL, que recebe desde a semana passada 50 crianças das zonas de Iraque e Chã de Marinha.

“Neste espaço, para além do acompanhamento escolar que nós fazemos, também tem actividades, irão ter actividades como música, artes, dança e, claro, terão também uma refeição quente e um lanche que lhes permitirão estar, digamos, alimentados”, sublinhou a responsável.

O projecto é financiado pelo Fundo Mais, administrado pelo Ministério da Família e Desenvolvimento Social, num montante de três mil contos anuais.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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