
Assomada, 02 Set (Inforpress) – O delegado do ICCA em Santiago Norte afirmou que a instituição está informada sobre o caso da família de Órgãos Pequeno e que existe uma rede de instituições a trabalhar para encontrar a melhor solução para as crianças.
Em declarações à imprensa, José Maria Varela explicou que o acompanhamento começou há anos, em parceria com as Aldeias Infantis SOS, para ver a possibilidade de institucionalização sob a lei infantil.
Com o falecimento do pai, ressaltou que a situação agravou-se, levando o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) a manter o monitoramento ao lado de outras entidades.
Segundo o responsável, têm sido feitas ações conjuntas que envolvem o ICCA, o comité municipal, a Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos, a delegação do Ministério da Educação e a Aldeia Infantil SOS de São Domingos, em que o ICCA tem vindo a implementar estratégias de cuidado, incluindo avaliação de psicólogos, assistentes sociais e sociólogos para visitas in loco.
No momento, avançou que estão em mesa duas possibilidades: institucionalizar as quatro crianças com idades entre sete e 14 anos, ou uma cuidadora 24 horas, com apoio do ministério da Família e Inclusão Social, que já acompanha o caso.
A opção inicial, conforme avançou, será a cuidadora, embora, segundo o mesmo, esta medida para funcionar vai depender da relação da mãe com tal medida, pois há desafios de relacionamento identificados pela psicóloga.
Caso a cuidadora não seja viável, a institucionalização das quatro crianças permanece como alternativa, mantendo a mãe responsável pela jovem de 17 anos.
O ICCA reforça que prefere manter as crianças junto da família sempre que possível, articulando com a comunidade para criar condições de proteção e a comunidade permanece como eixo central, com o ICCA em comunicação com o comité municipal, a Fundação Sima Júlia, a câmara municipal e outras forças vivas de São Lourenço dos Órgãos.
Ainda, caso for necessário a institucionalização, relembrou que a decisão final passa pela avaliação do Tribunal e neste caso, informou que a delegação de Santa Catarina está a preparar a remodelação do seu espaço para abrir um Centro de Emergência Infantil em Santiago Norte, o que vai oferecer uma resposta adicional caso a cuidadora não seja viável.
Além disso, o ICCA esclarece que não trabalha com e para publicidade, mas para proteção efetiva das crianças e em constante concertação com o ministério da Família.
Para finalizar, deixou claro que a prioridade permanece em proteger as crianças e buscar a solução mais adequada na comunidade, com a participação de várias instituições e o compromisso de agir com discrição e eficiência.
MC/JMV
Inforpress/Fim
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