
Cidade da Praia, 29 Ago (Inforpress) – A Direcção Geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social (DGSPRS) refutou hoje às acusações do SIACSA e diz que é o sindicato mais recebido pela ministra da Justiça.
A contestação veio na voz do director-geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social, Odair Pedro, que reagia assim, em conferência de imprensa, à notícia veiculada, esta quinta-feira, nos órgãos de comunicação social, sob alegadas práticas de “discriminação” por parte da ministra da Justiça contra o Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (Siacsa).
O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, tinha feito essas denúncias à saída de uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, onde apresentou um conjunto de preocupações relacionadas com o mundo laboral, em particular com os agentes prisionais.
Entretanto, Odair Pedro contradiz, assegurando que o SIACSA, entre os demais sindicatos representativos, é um dos que “mais vezes” tem sido recebido pelas autoridades ministeriais.
“O diálogo entre o Ministério da Justiça/DGSPRS e os sindicatos é uma prática constante, e o SIACSA, entre os demais sindicatos representativos, é um dos que mais vezes tem sido recebido pelas autoridades ministeriais, incluindo encontros directos com a ministra da Justiça, a Direção-Geral dos Serviços Prisionais e outras instâncias do Ministério, nomeadamente a DGPOG”, garantiu.
Segundo a mesma fonte, a prioridade tem sido sempre manter um ambiente de diálogo “aberto e construtivo”, focado na melhoria do sistema prisional, na valorização dos agentes prisionais e na humanização do sistema prisional.
Entretanto, disse ter observado, em algumas situações, que mensagens “contraditórias e decisões precipitadas”, como o anúncio de manifestações e greves antes da conclusão do diálogo, podem prejudicar o funcionamento do sistema prisional e a própria valorização da categoria.
“Continuaremos disponíveis para o diálogo, sempre na busca do bem-estar dos trabalhadores e da sociedade em geral”, manifestou aquele responsável, lembrando, ao mesmo tempo, que os sindicatos, enquanto representantes legítimos dos trabalhadores, têm um “papel fundamental” para a estabilidade, o diálogo e a cooperação.
“Esperamos que as informações transmitidas aos agentes sejam claras, rigorosas e fomentem o entendimento e a colaboração, e não o conflito ou a instabilidade. O respeito mútuo entre as instituições e os sindicatos é essencial para a construção de soluções duradouras”, finalizou.
SC/JMV
Inforpress/Fim
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