
Ribeira Grande, 23 Mai (Inforpress) – Os oficiais de justiça da Comarca da Ribeira Grande (Santo Antão) saíram hoje à rua, na cidade da Ponta do Sol, numa manifestação exigindo maior dignidade, segurança e celeridade na aprovação do estatuto da classe.
Em declarações à imprensa, a representante dos oficiais de justiça, Lenira Bandeira, disse que o grupo, composto por oficiais judiciais e do ministério público, reclamam algumas pendências na aprovação do novo estatuto, como a diminuição da idade da reforma, a falta de alguns subsídios de risco, promoções e progressões na carreira que “estão estagnadas”, a falta de formações, entre vários outros obstáculos encontrados na carreira.
“Os oficiais de Santo Antão à Brava estão a sair na manifestação para mostrar à sociedade que já acordamos e queremos mais respeito, mais dignidade e celeridade na aprovação do estatuto”, disse.
“Estamos desmotivados e é por isso que nesta comarca aderimos a 100 (%), apesar de neste momento não estarmos aqui todos porque alguns colegas estão de turno”, frisou.
Conforme a mesma fonte, no estatuto de 2017 ficaram várias pendências por resolver, e devido a falta de entendimento no último encontro realizado na quarta-feira entre a comissão que os representa, o sindicato e o Ministério de Justiça que ditou a falta de acordo em relação ao prazo de 90 dias que vai de 21 de Maio deste mês até 21 de Agosto, encontram-se desmotivados com a profissão que precisa de mais valorização social.
Durante a manifestação, a representante dos oficiais de justiça disse que a luta vai continuar na próxima sexta-feira, com os agentes a lutar por situações como a falta de segurança que enfrentam nas diligências, a necessidade de atribuição de arma de fogo, bem como a falta de formação em defesa pessoal.
A Comarca da Ribeira Grande conta com nove oficiais de justiça, sendo que no momento da manifestação realizada na tarde de hoje nas imediações do Tribunal da Comarca da Ribeira Grande cinco oficiais empunhavam um cartaz com mensagens de reivindicação e os outros estavam de “piquete”.
EL/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar