
Assomada, 21 Abr (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional considerou hoje a morte do Papa Francisco uma “grande perda para a humanidade” e disse acreditar que pela situação que o mundo actual atravessa o Santo Padre “é uma doação do Espírito Santo”.
“A morte do Papa Francisco é uma grande perda para a humanidade. O Papa Francisco é de uma dimensão humana e de amor muito pouco comum nos tempos de hoje, e, é uma pessoa que se preocupou muito com os mais oprimidos e os que estão na periferia da vida, ou seja, de pessoas que estão oprimidos de liberdade, de bem-estar e da fé”, reagiu Austelino Correia à morte do Papa Francisco, hoje, aos 88 anos.
“É por isso, que sempre apelou a todos que respeitassem a diferença, que houvesse diálogo inter-religioso, e que todos nós unamos à volta de grandes valores como os valores do amor, fraternidade, paz e sã convivência”, acrescentou.
Perante tudo isso, Austelino Correia disse acreditar que Papa Francisco é uma doação do Espírito Santo a este mundo muito conturbado que precisa de alguém que é capaz de promover a fé, a paz, a sã convivência, a solidariedade e a fraternidade.
O chefe da “casa parlamentar” cabo-verdiana falava em declarações à imprensa, momentos antes de proferir uma ‘conversa aberta’ com os alunos do Liceu Amílcar Cabral (LAC), em Assomada, Santa Catarina (Santiago), subordinada ao tema: “Independência, Democracia, Liberdade e o papel do Parlamento”.
A 14 de Fevereiro, Francisco foi internado na Policlínica Gemelli, em Roma, devido à bronquite. Dias depois, Vaticano anunciou que o pontífice estava com uma infecção polimicrobiana do trato respiratório e, dias depois, com uma pneumonia bilateral.
Em 2024, Francisco passou também por algumas questões de saúde, com algumas gripes e infecções respiratórias a fazerem com que precisasse de ajuda para ler textos em audiências ou noutros eventos.
Jorge Mario Bergoglio nasceu a 17 de Dezembro de 1936, em Buenos Aires, capital da Argentina, e foi ordenado a 13 de Dezembro de 1969, durante os estudos na Faculdade de Teologia do colégio de São José, em São Miguel de Tucuman (norte da Argentina).
Em 1969, viajou para Espanha, onde cumpriu o seu terceiro período de preparação sacerdotal na Universidade de Alcalá de Henares, em Madrid. Em 1972, regressou à Argentina para ser professor de noviços na localidade de São Miguel de Tucuman.
Entre 1980 e 1986, desempenhou as funções de reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel. Concluiu o doutoramento na Alemanha, e foi também confessor e diretor espiritual da Companhia de Jesus, em Córdova (Espanha).
A nomeação como bispo aconteceu a 20 de Maio de 1992, quando o Papa João Paulo II lhe confiou a diocese de Auca e o tornou bispo auxiliar da diocese de Buenos Aires.
Cinco anos mais tarde, em 1997, foi nomeado arcebispo coauditor de Buenos Aires e em 1998, depois da morte do arcebispo e cardeal Quarracino, subiu a arcebispo da capital argentina.
O cardeal argentino integrava a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Conselho pontifício para a Família e a Comissão Pontifícia para a América Latina. Foi presidente da conferência de bispos na Argentina, entre 8 de Novembro de 2005 e 8 de Novembro de 2011.
A 13 de Fevereiro de 2013, dias depois da renúncia de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o próximo Papa, após cinco votações, no quinto dia do conclave.
A escolha do jesuíta, na altura com 76 anos, acabou por surpreender os especialistas, já que não era dos mais novos do colégio cardinalício.
Além disso, foi eleito o primeiro papa latino-americano da História, facto comentado imediatamente por Francisco quando dirigiu as primeiras palavras enquanto Papa, a partir da varanda da Basílica de S. Pedro, no Vaticano.
FM/CP
Inforpress/Fim
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