
Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) - O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços das Empresas de Segurança Privada, Marítimos e Portuários (Siacsa) criticou hoje a requisição civil decretada pelo Governo e anunciou manifestações dos trabalhadores da Sol Atlântico.
Gilberto Lima, que falava em conferência de imprensa, na Praia, alegou que o Governo deu “asas para a Sol Atlântico, para não observar a “lei da República” e obrigar os trabalhadores a trabalharem contra a vontade, impedindo a realização da greve agendada para esta segunda-feira.
“A requisição civil feita pelo Governo com uma lista exaustiva, mais de 50 por cento (%), traduz-se, na verdade, o piso em que se chegou com a requisição civil”, lamentou o sindicalista.
Disse que nesse sentido foram obrigados a suspender a greve “temporariamente”, e deixou em aberto a possibilidade de os trabalhadores realizarem manifestações nas paragens de autocarros.
Gilberto Lima não avançou ainda nenhuma data concreta para esta acção, mas sublinhou que tomariam uma posição ainda no decorrer desta semana, ao anunciar, também, que vai ser reunida a assembleia geral dos condutores da empresa e tomadas as “melhores decisões”.
“Vamos endurecer esta luta, com manifestações e fazer com que tenham impacto e o desejo de ver todas as reivindicações resolvidas”, frisou o presidente do Siacsa.
Gilberto Lima lembrou que o motivo da greve e das possíveis manifestações se deve a melhoria salarial, o subsídio de risco, uma compensação pela cobrança dos bilhetes e melhores condições de tratamento.
Relativamente ao aumento salarial, explicou que os representantes afirmaram que só em Junho poderia ser negociado e que o aumento poderia ser em 2026, algo que diz discordar sendo que o salário é de apenas 26 mil escudos, “muito abaixo do salário mínimo”.
OS/CP
Inforpress/Fim
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