Agentes prisionais ameaçam com greve em Maio devido a promoções em atraso e sobrecarga de trabalho

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Agentes prisionais ameaçam com greve em Maio devido a promoções em atraso e sobrecarga de trabalho
12/04/25 - 04:47 pm

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – Os agentes da segurança prisional ameaçaram hoje, na cidade da Praia, avançar com uma greve no início de Maio, caso o Governo não cumpra o acordo relativo à regularização das promoções em atraso e à sobrecarga horária que afecta a classe.

A informação foi avançada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviço (STCS), Benito Gomes, e por Luís Fortes, representante da Associação dos Agentes da Segurança Prisional de Cabo Verde (AASP-CV), à margem de uma assembleia-geral conjunta, seguida de conferência de imprensa.

“As principais reivindicações prendem-se com as promoções em atraso. Há agentes com a carreira congelada desde 2008, outros desde 2010 e 2018, sem qualquer evolução profissional ao longo de vários anos”, afirmou Benito Gomes.

Segundo o sindicalista, no âmbito de um pré-aviso de greve entregue em julho de 2024, foi alcançado um acordo com o Governo para que as promoções fossem implementadas a partir de Janeiro deste ano e concluídas até final de Março, no entanto, salientou, até ao momento, não houve qualquer acção concreta da tutela.

Perante este cenário, a classe decidiu avançar com um novo pré-aviso de greve nos próximos dias, apontando também a sobrecarga de trabalho como uma das principais preocupações.

“A principal preocupação dos agentes é a questão de sobrecarga de trabalho, porque teve promoção de agentes de nível 3 para subchefe de nível 1, o que acabou criando um vazio na carreira de nível 3. Além disso, os candidatos aprovados no concurso de 2020 ainda não foram nomeados, o que agrava a insuficiência de pessoal e obriga os agentes a trabalharem mais horas.”, explicou.

Por sua vez, Luís Fortes criticou o incumprimento dos compromissos assumidos pelo Governo, considerando que “não é aceitável” e que obriga os trabalhadores a recorrerem à paralisação como forma de pressão.

“Esta é uma luta nacional dos sindicatos. Já realizámos encontros em São Vicente e Santo Antão, onde refletimos sobre o tipo de acção a adoptar, tendo em conta a ausência de respostas do Governo perante as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agentes prisionais em Cabo Verde”, afirmou.

O representante da AASP-CV alertou ainda que a falta de soluções pode pôr em risco não apenas a segurança nas cadeias, mas também a saúde psicológica dos profissionais, destacando a importância do reconhecimento e valorização do seu papel na segurança nacional.

DV/SR/JMV

Inforpress/Fim

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