
Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – A ministra da Justiça, Joana Rosa, reconheceu hoje a necessidade de reforço da Unidade de Informação Financeira (UIF), tornando-a numa estrutura mais sólida, com mais pessoal qualificado e meios tecnológicos.
Estas afirmações foram feitas à margem da visita que a governante efectuou aos Serviços dos Registos, Notariado e Identificação, ao ser instada se o conselho existente neste momento não está a “dar conta do recado”.
Isto tendo em conta as declarações do director-geral da UIF de que Cabo Verde terá que avançar com a criação de uma entidade administrativa independente de prevenção e de combate à lavagem de capitais e também à corrupção.
“Então, o que estamos a trabalhar neste momento é uma estratégia nacional de combate à corrupção. Agora, o que nós dissemos é que também precisamos estudar e, se calhar, alterar aquilo que é a natureza da Unidade de Informação Financeira e transformá-la numa agência de inteligência financeira”, explicou.
Segundo Joana Rosa, a criação dessa entidade seria para que pudesse ter maior autonomia e trabalhar de forma mais independente possível.
“Mas isso não coloca em causa aquilo que são os ganhos do país em matéria de combate à corrupção, em matéria de combate à lavagem de capitais", assegurou.
A ministra apontou desafios ainda do país no combate à corrupção e lavagem de capitais, afirmando que recentemente o Ministério da Justiça esteve a conhecer o modelo da Espanha no combate à lavagem de capitais.
Esse modelo, avançou, integra registros notariais, alfândegas, serviços aeroportuários e outros, que o país está a trabalhar para implementar algo semelhante.
Por outro lado, a governante revelou que Cabo Verde vai receber, dentro de dias, o financiamento da Embaixada dos Estados Unidos para adquirir equipamentos novos para apoiar naquilo que é a prevenção contra a lavagem de capitais e os crimes associados a isso.
ET/CP
Inforpress/Fim
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