São Vicente: Provedor de Justiça promete magistratura de influência para aumento de efectivos policiais (c/áudio)

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São Vicente: Provedor de Justiça promete magistratura de influência para aumento de efectivos policiais (c/áudio)
28/03/25 - 02:57 pm

Mindelo, 28 Mar (Inforpress) – O provedor de Justiça assegurou hoje, no Mindelo, que irá fazer magistratura de influência para que seja aumentado o número de efectivos policiais em função da complexidade e da demanda da ilha de São Vicente.

José Carlos Delgado deixou a mensagem à imprensa após visitas ao comando da Polícia Nacional e à delegação do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

No encontro com a corporação policial, segundo a mesma fonte, foram abordadas algumas situações, entre estas a criminalidade, doentes mentais e crianças deambulando pelas ruas.

Por outro lado, acrescentou, falaram sobre a questão da necessidade de mais efectivos no comando em função da complexidade da sociedade de São Vicente e para poder dar resposta às várias demandas.

“Por conseguinte, isto é uma outra questão que vamos fazer ‘advogacy’, no sentido de terem mais efectivos”, assegurou o provedor de justiça.

Um aumento, que após se concretizar, deverá se reflectir, conforme José Carlos Delgado, numa “fiscalização mais permanente” na Marina de São Vicente, “onde há problemas”.

A poluição sonora, sublinhou, também é outra “questão gritante” em São Vicente, não obstante a acção conjunta que vem sendo feita entre a Polícia Nacional, a Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE) e a câmara municipal.

Já com o ICCA, José Carlos Delgado disse terem abordado a problemática da sala de escuta, que “não vem sendo devidamente utilizada”, um assunto que prometeu discutir com a ministra da Justiça.

No instituto, apontou, existem outros problemas, entre estes adolescentes a crianças que são acolhidas no espaço, mas que chegam com “atitudes agressivas”.

Algo que, para a mesma fonte, poderia ser resolvido com a vigilância permanente de um agente policial neste local “muito vulnerável”.

Nas visitas, o provedor de Justiça fez-se acompanhar pela presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC), também pertencente à missão conjunta, partilhada ainda com o PNUD e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A presidente da CNDHC, Eurídice Mascarenhas, afiançou que a missão é uma forma de constatar o que vem sendo feito na prática, mas também para reforçar as recomendações feitas às entidades.

“Nós sabemos que Cabo Verde tem feito um trabalho meritório, temos sido uma referência, portanto, na região africana, mas não podemos nos contentar ou dizer que estamos melhor que os outros”, considerou.

Ainda hoje, a equipa da missão conjunta tinha em agenda uma visita à Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha e logo à tarde um encontro com associações locais como Adeco e Observatório da Cidadania Activa.

LN/CP

Inforpress/Fim

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