
Cidade da Praia, 28 Fev (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa), Gilberto Lima, denunciou hoje que 99 agentes prisionais formados continuam em casa à espera da nomeação definitiva, apesar de terem concluído a formação “com todos os requisitos”.
Em conferência de imprensa, na Praia, Gilberto Lima lembrou que a ministra da Justiça, Joana Rosa, anunciara que em Fevereiro deste ano seriam abertas 48 novas celas para responder às necessidades do sistema prisional e que os 99 agentes formados se inscreveram na Cadeia Central da Praia.
No entanto, segundo o sindicalista, a promessa ainda não foi cumprida.
“Esses agentes terminaram a formação cumprindo todos os requisitos legais, desde formação prática e específica, estágio probatório e outros tantos foram avaliados com excelente classificação. Hoje, porém, temos que dizer que desde 04 de Dezembro do ano transato os 99 agentes aguardam em casa pela nomeação definitiva”, denunciou.
Gilberto Lima acrescentou que, desses 99 agentes, 21 assinaram uma agenda voluntária para trabalhar nas diferentes cadeias enquanto esperam a nomeação definitiva.
Para o sindicato, esta situação “é incoerente”, uma vez que o Estado vai gastar “centenas de cifrões” em pagamento de horas extraordinárias, quando há agentes prontos para assumir cargos.
“Criar expectativas e não cumprir não é bom, assim como pagar horas extraordinárias não se traduz numa boa gestão, porque já temos agentes prisioneiros devidamente formados, prontos e preparados para a demanda dessa classe profissional”, sustentou.
Diante da falta de respostas do Ministério da Justiça às reivindicações do Siacsa, Gilberto Lima anunciou que, caso a situação não seja resolvida nos próximos dias, os agentes iniciarão novas formas de luta.
Apontou a este propósito, uma greve dos agentes que trabalham voluntariamente, sem receber horas extraordinárias, marcada para 17 de Março, e uma manifestação dos agentes que estão em casa à espera da nomeação.
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Inforpress/Fim
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