Ministro da Família reconhece falta de especialistas para trabalhar com pessoas com deficiência

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Ministro da Família reconhece falta de especialistas para trabalhar com pessoas com deficiência
20/02/25 - 02:12 pm

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) - O ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social admitiu hoje que Cabo Verde não dispõe de profissionais especializados para trabalhar com as pessoas com deficiência, mas garantiu que o Governo vai continuar a investir no desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Fernando Elísio Freire falava na abertura da conferência internacional "Reabilitação: Uma questão de justiça social", realizada na cidade da Praia, no quadro do programa comemorativo do 20º aniversário do Centro Nacional Ortopédico e de Reeducação Funcional (Cenorf).

O governante reconheceu a relevância do Cenorf como “forte parceiro e próximo dos cidadãos”, realçando as “conquistas notáveis” de Cabo Verde em matéria de inclusão das pessoas com deficiência.

Fernando Elísio Freire prometeu, na ocasião, o reforço das sessões de capacitação e formação para que todos tenham acesso aos bens e serviços que o país pode oferecer, destacando os investimentos feitos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo no que diz respeito à equidade e à justiça social.

Os dados do V Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2021), citados pelo ministro, demonstram que há cerca de 11% da população com deficiência, correspondendo a 50 mil pessoas que estão numa situação de desvantagem.

Quanto a nível internacional, as Nações Unidas, salientou, indicam que cerca de um bilhão de habitantes, ou seja 16 por cento (%) da população mundial, vivem com algum tipo de deficiência, enquanto mais de 2,5 milhões precisam de um ou mais produtos para terem uma vida normal, como cadeiras novas, aparelhos auditivos ou aplicativos. 

Por isso, Fernando Elísio Freire ressaltou a importância de ter um “olhar especial” para com as pessoas com deficiência, de igualar as oportunidades na educação, na qualificação académica e profissional, na inserção no mercado de trabalho, inclusão habitacional e participação social.

“Nós participamos no funcionamento das organizações da sociedade civilfazemos concurso entre as ONG e damos prioridade às pessoas com deficiência na disponibilização dos apoios da Direcção-Geral de Inclusão Social”, disse, elencando a criação de centros de cuidados na Praia e em Santa Catarina.

Diversos sectores do Governo têm estado a desenvolver medidas e programas de promoção da inclusão na qual destaco a protecção social mínima, o código laboral, que consagram benefícios fiscais e a lei de base da prevenção, habilitação e reabilitaçãoparticipação da pessoa com deficiência”, especificou.

presidente do conselho de administração do Cenorf, Bernardino Gonçalves, defendeu a reabilitação como uma questão de justiça social, uma realidade que, no seu entender, conduz à paz e à inclusão das pessoas.

Para Bernardino Gonçalves, no dia mundial em que se assinala a justiça social, “parece lógico reflectir e mostrar que a reabilitação é possível” e se pode alcançar níveis superiores de reabilitação de pessoas com deficiência, incluindo o empoderamento.

“Quem tem mecanismos e recursos, conhecimentos, vai caber a responsabilidade maior, mas a reabilitação começa com o empenho e atitudes de prevenção primeiramente”, salientou, recordando que qualquer um pode chegar à condição de deficiência e necessitar de reabilitação.

LT/CP

Inforpress/Fim

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