IPC regista aumento orçamental de 64% impulsionado por financiamentos internacionais - presidente (c/áudio)

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IPC regista aumento orçamental de 64% impulsionado por financiamentos internacionais - presidente (c/áudio)
14/02/25 - 01:45 pm

Cidade da Praia, 14 Fev (Inforpress) - O Instituto do Património Cultural (IPC) registou um “aumento significativo” de 64 por cento (%) no seu orçamento para este ano, impulsionado sobretudo por financiamentos internacionais, anunciou hoje a presidente da instituição, Ana Samira Baessa.

No total, o IPC conta com um financiamento global de 250 mil contos, incluindo 60 mil contos provenientes de fontes externas, facto que permitirá a ampliação das suas actividades e projectos de valorização do património cultural de Cabo Verde.

“O IPC teve um aumento significativo em termos do seu orçamento, isso graças aos financiamentos conseguidos através de projectos internacionais, portanto, o nosso financiamento global neste momento ronda os 250 mil contos”, revelou.

“Em termos de financiamentos externos temos um financiamento global de 60 mil contos para a implementação dos vários projectos, temos também as receitas próprias, no total estamos a falar de um aumento de 64%”, completou a presidente do IPC.

Ana Samira Baessa, que falava à Inforpress no âmbito da apresentação do plano de actividades para 2025, destacou a continuidade de vários projecto, bem como a implementação de projectos novos.

Conforme sustentou, este reforço orçamental resulta dos financiamentos obtidos através de projectos internacionais, nomeadamente com o Banco Mundial e a Unesco, e permitirá a execução de iniciativas estruturantes para a valorização do património material e imaterial do país.

Entre os projectos destacados está a continuidade das comemorações conjuntas dos 50 anos do encerramento do Campo de Concentração do Tarrafal e dos 50 anos do 25 de Abril, com foco na candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal a património mundial.

O IPC continuará ainda com as reabilitações dos espaços históricos como por exemplo da Igreja de Rabil em Boa Vista, um investimento de mais de 35 mil contos.

Segundo Ana Samira Baessa, no domínio da educação patrimonial, Cidade Velha e Morna, patrimónios mundiais, continuam sendo prioridades da instituição.

Entre as inúmeras novidades, está prevista também a expansão de iniciativas de classificação e protecção do património cultural, reforçando a sinergia entre a cultura e o turismo para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde. 

Na mesma linha, destacou a classificação da panaria tradicional e da gastronomia cabo-verdiana, com a cachupa a ser oficialmente classificada como património nacional ainda este ano, sublinhando que neste momento estão a trabalhar na edição de livros de receitas da gastronomia tradicional.

“Depois teremos vários outros pratos típicos em outras ilhas que também seguirão o mesmo processo, nomeadamente Djagacida no Fogo, e o objectivo não é apenas inventariar e classificar, mas também criar mecanismos de valorização”, frisou.

Ana Samira Baessa revelou, igualmente, que a Unesco financiou o IPC para trabalhar o artesanato tradicional no contexto do património mundial.

A presidente indicou ainda o avanço no projecto Simboa, que visa a reintrodução deste instrumento musical tradicional através da realização de oficinas e actividades formativas em vários municípios do país.

Ana Samira Baessa informou ainda que o IPC realizará a sua primeira exposição internacional sobre património subaquático em Nice (França), no âmbito da Conferência Geral dos Oceanos, em Junho.

TC/CP

Inforpress/Fim

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