
Ribeira Grande, 07 Fev (Inforpress) - O director do Hospital Regional João Morais, Ribeira Grande, Santo Antão, esclareceu hoje que a alegada morosidade nas consultas é uma “falsa ideia”, e garantiu que o número de vagas para exames continua “inalterado”, sem prejuízo para os utentes.
Em declarações à Inforpress, Nilton Sousa refutou as acusações de falta de vagas para exames, esclarencedo que "não houve alteração no número de vagas de exames".
O director explicou que a capacidade do laboratório tem sido ajustada para atender à demanda, que é dividida entre os serviços de internamento e urgência.
"Normalmente, para marcação de exames laboratoriais, temos cerca de 30 vagas programadas, o que tem sido suficiente e não temos tido constrangimentos", afirmou.
A principal razão apontada para os eventuais atrasos nos exames, segundo a mesma fonte, se deve à recente implementação de um novo Sistema Integrado de Gestão de Saúde.
De acordo com o responsável, o sistema informatizado, que substituiu o antigo processo manual de marcação de exames, inicialmente gerou alguns atrasos devido à necessidade de cadastrar os utentes e realizar as marcações digitalmente.
No entanto, Nilton Sousa garantiu que “não há falta” de vagas, mas apenas "ligeiros atrasos", que fazem parte do processo de adaptação ao novo sistema.
"Antes, a marcação de exames era feita manualmente e agora, com a informatização, conseguimos partilhar informações de forma mais segura entre os médicos, evitando perdas de dados. Embora haja atrasos, todos os utentes têm conseguido marcar seus exames", explicou.
Nilton Sousa avançou ainda que o Hospital Regional está a investir na melhoria dos serviços, com mais reagentes e a contratação de mais técnicos para aumentar a capacidade de exames diários, com o objetivo de atender melhor os utentes.
Em relação às consultas, Nilton Sousa rejeitou a ideia de que há uma escassez de vagas, afirmando que tem havido dificuldades com as consultas.
A questão levantada, segundo o director, está na preferência dos utentes por determinados médicos.
"O que acontece é que alguns médicos têm mais procura do que outros, o que cria uma falsa sensação de falta de vagas", explicou.
A mesma fonte exemplificou com o caso da ginecologia, em que alguns médicos são mais procurados, mas o hospital dispõe de três profissionais, sendo que, às vezes, as consultas não são totalmente preenchidas.
O director da unidade hospitalar também mencionou a flexibilidade oferecida aos utentes, com médicos disponíveis para consultas suplementares fora do horário laboral, em regime de "horário pós-laboral", caso o paciente tenha preferência por um médico específico.
"Se o utente preferir ser atendido por um determinado médico, ele pode optar por consultas fora do horário normal, mas essa é uma alternativa, não uma obrigação", afirmou.
Por sua vez, o administrador do hospital, Aníbal Miranda, reforçou o esforço do Hospital Regional de Santo Antão em melhorar a gestão dos serviços, apontando que a instituição está a ser um piloto para a implementação do novo Sistema Integrado de Gestão de Saúde, que será expandido para todas as estruturas de saúde do país.
"Este sistema traz muitas vantagens, como a redução de custos e a possibilidade de um utente que inicie o atendimento em Santo Antão, por exemplo, ter seu histórico acessível em outras ilhas, como a Brava", explicou.
Anibal Miranda também abordou o tema das aglomerações de utentes, pedindo maior organização no atendimento.
"Atendemos entre as 8 e as 15 horas, dividindo esse tempo entre marcações e atendimentos. Das 8 às 9 horas, atendemos os utentes que já têm marcação, e a partir das 9h, as marcações começam. Pedimos aos utentes que evitem chegar muito cedo para não gerarem aglomerações desnecessárias", apelou.
LFS/JMV
Inforpress/Fim
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