Presidente do ICIEG destaca impacto do curso de Cabeleireiro e Estética na inclusão social

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Presidente do ICIEG destaca impacto do curso de Cabeleireiro e Estética na inclusão social
07/02/25 - 07:35 pm

Cidade da Praia, 7 Fev (Inforpress) – A presidente do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) destacou hoje, na cidade da Praia, a importância da capacitação profissional como ferramenta de empoderamento económico e autonomia para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Em declarações à imprensa, momentos antes da cerimónia de entrega de certificados do curso de Cabeleireiro e Estética, Marisa Carvalho explicou que a formação visa garantir que as beneficiárias possam desenvolver actividades geradoras de rendimento.

O objectivo é reduzir a dependência económica, que, conforme afirmou, é um dos factores que "muitas vezes levam as mulheres a permanecerem em relações abusivas".

“Tivemos de trabalhar naquilo que eram as situações de emergência, mas com a aplicabilidade do fundo, desde 2023, temos conseguido trabalhar no acompanhamento e na sustentabilidade, sabendo que as questões da autonomia financeira têm sido um dos principais motivos que muitas vezes levam que as mulheres estejam em relações abusivas. Eentão estamos a trabalhar não só aqui na Praia, mas em Santa Catarina, em projectos de empoderamento económico.”, afirmou.

A responsável salientou que o projecto “Dona Di Nha Vida”, além da Praia, já foi expandido para Santa Catarina e tem como objectivo alcançar todos os concelhos do país, proporcionando às mulheres vítimas de violência um acompanhamento contínuo até que possam estabelecer sua própria fonte de rendimento.

Ainda conforme sublinhou, a formação beneficiou 13 mulheres, teve a duração de 420 horas e foi sustentada através do Fundo de Apoio à Vítima.

“Sabemos que muitas vezes as mulheres têm uma carga de trabalho que as impossibilita de conciliar a vida profissional ou educacional com a vida pessoal. Por isso, contratamos uma cuidadora para ficar com as crianças ou pagamos uma creche ou um jardim de infância para garantir que, durante o período das aulas, possam estar libertas dessa carga e tenham a possibilidade de frequentar a formação”, frisou.

A mesma acrescentou ainda que, “se necessário, garantimos alimentação, e tudo é coberto pelo Fundo de Apoio à Vítima, porque realmente o objetivo é que elas não tenham uma sobrecarga e possam efetivamente concentrar-se nos estudos e, posteriormente, desenvolver sua actividade geradora de rendimento”.

As beneficiárias demonstraram grande satisfação com a capacitação recebida e expressaram a intenção de, no futuro, abrir seus próprios negócios. Conforme afirmaram Aldineida Freire e Janice Souza, esse passo assegurará sua autonomia econômica.

DV/JMV

Inforpress/Fim

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