
Lisboa, 16 Jan (Inforpress) – O espaço Chapitô, em Lisboa, vai receber nos dias 17, 18, 19 e 20 de Janeiro, a peça de teatro “Amílcar Geração” um monólogo com o actor Ângelo Torres, em homenagem a Amílcar Cabral.
O monólogo evocativo da data da sua morte (20 de Janeiro de 1973) é da autoria de Guilherme Mendonça e tem a interpretação do actor são-tomense Ângelo Torres, tendo a sua última apresentação no dia que completa 52 anos do assassinato do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que travava uma luta armada contra o exército português em busca da independência.
Em declarações à Inforpress, em 2024, por altura de uma das apresentações em Lisboa, Ângelo Torres explicou que a peça tem três actos, sendo o primeiro “Eu mais Cabral e Cabral mais eu”, o segundo “O dia 20 de Janeiro de 1973”, ou seja, aquele “momento fatídico” da morte do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana.
O terceiro acto do monólogo é “O percurso do Cabral para chegar a ser quem ele foi”, mostrando o que ele passou, o que vivenciou, o que viu para chegar a ser o Amílcar Cabral que todos conhecem.
“Esta peça levanta a curiosidade, o interesse das pessoas na procura de saber quem é aquela pessoa de dimensão universal que temos entre nós a tratar a pontapés”, contou o actor são-tomense nascido na Guiné Equatorial no 20 de Janeiro de 1973, considerando que “não mataram um homem, mas uma causa, um ideal e um propósito”.
Para Ângelo Torres, Amílcar Cabral era um pacifista e não um homem de guerra, mas que foi obrigado a pegar nas armas, depois de muitas tentativas de negociação, porque o seu propósito “era tão grande e maior do que ele”.
O encenador e autor Guilherme Mendonça tem-se dedicado em anos recentes à história dos nacionalismos africanos e “Amílcar Geração” surge na continuidade desse trabalho.
Em 2024 assinalou-se o centenário do nascimento de Amílcar Cabral que nasceu a 12 de Setembro de 1924.
DR/CP
Inforpress/Fim
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