Ribeira Grande: Coordenadora da EMAEI considera que o município está a “fazer história” na inclusão de alunos com NEE

Inicio | Sociedade
Ribeira Grande: Coordenadora da EMAEI considera que o município está a “fazer história” na inclusão de alunos com NEE
06/01/25 - 06:37 pm

Ribeira Grande, 06 Jan (Inforpress) – A coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), Lúcia Miranda, disse hoje que no município da Ribeira Grande, Santo Antão, está a “fazer história” na inclusão de alunos com NEE.

Em declarações à Inforpress, Lúcia Miranda lembrou disse que o grupo liderado por si funciona desde 2011 e actualmente funciona com sete técnicos, sendo dois psicólogos e cinco professores com formação na área de atendimento educacional especializado.

Conforme Lúcia Miranda, em relação a sinalização de alunos, a EMAEI na Ribeira Grande identificou 145 alunos, sendo que 108 já foram avaliados e sinalizados e os outros casos estão a guardar avaliação da EMAEI, que faz intervenções juntamente dos alunos e professores para ajudar nas melhores estratégias para trabalhar e implementar os diversos instrumentos na sala de aula de modo a proporcionar todos os alunos o mesmo nível de cuidados.

Segundo a mesma fonte, a maior parte dos alunos sinalizados no concelho da Ribeira Grande tem o Currículo Específico Individual (CEI) e os outros têm um Plano Educativo Individual (PEI), o que permite promover uma melhor aprendizagem e integração especial dos alunos no sistema de ensino.

Além dos trabalhos na sala de aula com os alunos sinalizados com necessidades educativas especiais, a responsável disse que a EMAEI, no concelho da Ribeira Grande, proporciona aos estudantes aulas de música e existe um professor que ensina o sistema de escrita Braille. 

Apesar do trabalho conseguido, Lúcia Miranda elencou como principal constrangimento a implementação do Plano Individual de Transição – PIT, que é efectuado a partir do sétimo ano de escolaridade, mas não tem sido possível fazer a transição porque o Centro de Emprego de Santo Antão não tem professores formados para ministrar ofertas de cursos para os alunos que o perfil de funcionalidade não permite frequentar um curso universitário, o que tem sido uma preocupação para a EMAEI.

Lúcia Miranda esclareceu que do trabalho realizado existem casos que podem ser mencionados, nomeadamente, de uma aluna na Escola Secundária Suzete Delgado e outra no Liceu do Coculi que foram sinalizadas e actualmente se encontram a estudar o terceiro ano do curso universitário de Arquitectura.

Em conclusão, anunciou que, como forma de dotar os professores de mais ferramentas no processo de inclusão de alunos com NEE, na sexta-feira, 03, a EMAEI promoveu uma acção de capacitação sobre o Sistema de Sinalização de alunos com necessidades educativas especiais dirigida aos professores da Escola Secundária Suzete Delgado.

EL/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar