
Mindelo, 06 Nov (Inforpress) – A revista ArtiLetra comemorou na quinta-feira, 05, no Mindelo, 35 anos de existência, numa celebração marcada pelo lançamento de uma edição especial e por homenagens a personalidades e conquistas consideradas relevantes para Cabo Verde.
Em declarações à imprensa, a directora da publicação, Larissa Rodrigues, classificou os 35 anos da ArtiLetra como “uma caminhada infinita” em que a revista foi criada quando os seus responsáveis tinham cerca de 30 anos e hoje caminham para os 70.
“É uma eternidade, porque 35 anos atrás tínhamos 30 anos de idade e agora estamos a caminhar para a estrada dos 70”, afirmou, com realce à persistência mantida ao longo das décadas para preservar e promover “tudo o que é de bom na educação, na ciência, na cultura e no homem cabo-verdiano”.
Segundo Larissa Rodrigues, durante este percurso a revista contribuiu para a transmissão de conhecimentos e saberes.
“Temos experiência especial, contacto com criadores, com grandes professores, com grandes intelectuais e, principalmente, transmissão desse conhecimento, dessa sabedoria para futuras gerações”, salientou.
A directora defendeu que a continuidade da publicação representa também uma forma de transmitir valores, preservar a identidade e preparar o futuro.
“Eu acho que a ArtiLetra caminhou um bocadinho ao lado do futuro”, sustentou.
No quadro das comemorações, a revista homenageou os Tubarões Azuis, os “Ilustres do mundo financeiro e da cultura” e o compositor Djirga.
Sobre a selecção nacional de futebol, Larissa Rodrigues considerou que os Tubarões Azuis constituem um marco para Cabo Verde, sendo que as suas conquistas devem ser valorizadas.
Aquela responsável destacou ainda personalidades ligadas à história económica e cultural do país, entre elas Félix Monteiro, antigo director da Fazenda, e o historiador e escritor Arnaldo França.
“Temos que aprender a dizer obrigada, agradecer, e levar tudo positivo para frente”, defendeu.
Quanto a Djirga, compositor considerado pouco conhecido, mas com contributos para a educação e para a música, sublinhou a importância de recuperar figuras que acabam por passar despercebidas.
A edição comemorativa dos 35 anos foi produzida em papel especial, uma opção justificada pela necessidade de preservar os trabalhos publicados e garantir que possam ser consultados pelas futuras gerações.
“Nós queremos que até 100 anos continuemos a ler este jornal-revista de educação, ciência e cultura, que lançamos com muito amor”, afirmou Larissa Rodrigues.
A publicação inclui igualmente uma homenagem ao empresário Augusto Vasconcelos, no quadro do reconhecimento a colaboradores, leitores, mecenas e criadores que acompanharam a publicação desde o primeiro número.
LN/ZS
Inforpress/Fim
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