São Vicente: Bombeiros exigem que câmara formalize em documento resolução das suas reivindicações (c/áudio)

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São Vicente: Bombeiros exigem que câmara formalize em documento resolução das suas reivindicações (c/áudio)
04/11/26 - 12:16 pm

Mindelo, 04 Nov (Inforpress) – Os Bombeiros Municipais de São Vicente ameaçam avançar para uma greve entre 13 e 18 do corrente mês, caso a câmara municipal não oficialize em documento aprovado pela assembleia municipal com as reivindicações pendentes há vários anos.

O anúncio foi feito hoje, em conferência de imprensa, pelo coordenador do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa), em São Vicente, Heidy Ganeto, que justificou a decisão com o silêncio da autarquia face às sucessivas tentativas de diálogo.

Segundo o sindicalista, apesar dos contactos estabelecidos por telefone e correio electrónico, a edilidade “não tem dado qualquer resposta”.

Heidy Ganeto considerou que o presidente da câmara, Augusto Neves, é o “principal responsável pela situação” quem acusa de “não manter diálogo com os bombeiros nem com o sindicato, apesar de ter conhecimento das reivindicações”.

O responsável sindical apontou ainda o incumprimento do Estatuto dos Bombeiros, nomeadamente no que diz respeito às promoções e progressões na carreira, quando “nunca houve uma promoção na corporação, nem mesmo ao nível do corpo de comando”.

Outro problema destacado foi a falta de efectivos, pois, conforme a mesma fonte, actualmente, a corporação conta com apenas 14 elementos, quando, deveria dispor de, pelo menos, 30 para assegurar devidamente o serviço.

A este cenário juntam-se sete bombeiros voluntários que suspenderam a prestação de serviço, na sequência de reivindicações apresentadas desde 2022, entre as quais a sua efectivação, que, segundo Heidy Ganeto, continuam por cumprir.

O sindicalista recordou que o último pré-aviso de greve foi apresentado em Maio, tendo sido levantado na sequência de compromissos assumidos pela câmara municipal, que classificou como “promessas falsas”.

Desta vez, assegurou, o sindicato e os trabalhadores só irão recuar perante medidas concretas, formalizadas por escrito e aprovadas pela Assembleia Municipal de São Vicente.

“Nós agimos sempre de boa-fé, não jogamos como a câmara, que está sempre de má-fé”, declarou.

Por sua vez, o delegado sindical, Milton Lima, criticou a situação recorrente a que os bombeiros estão sujeitos.

“A única forma que a câmara municipal tem para ouvir os bombeiros é só quando accionamos este direito constitucional, o direito à greve”, afirmou.

Milton Lima considerou ainda que uma instituição do Estado, que deveria dar o exemplo no cumprimento da lei, é a primeira a falhar nesse sentido, sabendo que os trabalhadores exigem apenas o cumprimento dos direitos legalmente estabelecidos.

O delegado sindical alertou para o risco de um serviço essencial à população ficar paralisado por aquilo que considerou ser uma “birra da câmara” e comprometer o funcionamento de um serviço fundamental para a segurança e protecção da população de São Vicente. 

LN/AA

Inforpress/Fim

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