
Assomada, 24 Out (Inforpress) – A Delegacia de Saúde de Santa Catarina assinalou hoje o Dia Mundial de Combate à Poliomielite com uma sessão clínica e uma roda de conversa, visando reforçar a sensibilização para a importância da vacinação na prevenção da doença.
Em declarações à Inforpress, a delegada de Saúde de Santa Catarina, Ludmila Miranda, explicou que as actividades visam reforçar os conhecimentos dos profissionais de saúde sobre a doença, bem como a importância da vigilância epidemiológica e do cumprimento do calendário nacional de vacinação.
A responsável destacou que a vacina hexavalente, que protege contra a poliomielite, deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses de idade, com uma dose de reforço aos 18 meses, apelando às famílias para manterem a vacinação das crianças em dia.
Ludmila Miranda salientou ainda o papel dos profissionais de saúde na verificação da situação vacinal das crianças, na sensibilização das famílias e na garantia da conservação e administração adequadas das vacinas. Destacou igualmente a importância do cumprimento dos procedimentos de vigilância epidemiológica e da notificação de casos suspeitos.
O Dia Mundial de Combate à Poliomielite, assinalado a 24 de Outubro sob o lema “Um dia, um foco: acabar com a pólio”, procura mobilizar esforços para a erradicação da doença, uma infecção causada pelo poliovírus e transmitida principalmente por via fecal-oral, através do consumo de água ou alimentos contaminados.
A poliomielite afecta sobretudo crianças com menos de cinco anos e pode provocar paralisia irreversível ou mesmo a morte.
Em Cabo Verde, o último caso foi registado em 2001 e o país foi certificado como livre da doença em 2016, segundo a delegada de Saúde, que reforçou que a manutenção de elevadas coberturas vacinais e a vigilância epidemiológica continuam a ser fundamentais para prevenir a reintrodução do vírus.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de poliomielite provocados pelo poliovírus selvagem diminuíram mais de 99% desde 1988, passando de cerca de 350 mil casos anuais, registados em mais de 125 países endémicos, para uma situação em que, em 2025, apenas o Afeganistão e o Paquistão continuavam a registar transmissão endémica do vírus.
A organização alerta que, enquanto o vírus continuar a circular, todas as crianças não vacinadas permanecem em risco.
MC/JMV
Inforpress/Fim
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