
Ribeira Grande, 21 Out (Inforpress) – O director da Região Sanitária de Santo Antão alertou hoje para os desafios colocados pelas doenças neurológicas ao sistema nacional de saúde, defendendo a proximidade dos cuidados e o diagnóstico precoce.
Em declarações à Inforpress, Rui Costa, director da Região Sanitária de Santo Antão (RSSA), destacou a importância do diagnóstico e acompanhamento precoces das crianças com perturbações do neurodesenvolvimento, para garantir o acesso a equipas especializadas e multidisciplinares.
“Por falta de recursos especializados nessa matéria, muitas crianças ficam sem acompanhamento ou, quando o têm, já apresentam um diagnóstico tardio”, constatou.
Rui Costa falava à margem de uma conferência sobre a perturbação do espectro do autismo, realizada na ilha, no âmbito de uma parceria entre o Hospital Batista de Sousa, o Hospital Regional de Santo Antão e médicas portuguesas.
Segundo o responsável, a iniciativa teve como objectivo promover a partilha de experiências e capacitar as famílias e a comunidade escolar, cujo papel considera importante na identificação dos sinais de doenças neurológicas e no encaminhamento das crianças para os serviços de saúde.
“A conferência teve como objectivo a partilha de experiências e empoderar as famílias, a comunidade escolar, que tem um papel importante para terem o conhecimento mínimo dos sinais das doenças neurológicas, para poderem também encaminhar e procurar os serviços de saúde para um diagnóstico mais precoce e acompanhamento”, afirmou.
O director da RSSA acrescentou que a região sanitária pretende aproximar os cuidados especializados das crianças e dos adolescentes de Santo Antão, de modo a melhorar a resposta às necessidades identificadas.
Contudo, a ilha continua sem dispor de um neuropediatra e de uma fonoaudióloga, profissionais considerados necessários para assegurar o acompanhamento das crianças com diagnóstico de perturbações neurológicas.
EL/JMV
Inforpress/Fim
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