Jorge Carlos Fonseca retrata a humanidade e a essência da Brava na obra “Epiderme da Memória – Uma ilha em mim”

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Jorge Carlos Fonseca retrata a humanidade e a essência da Brava na obra “Epiderme da Memória – Uma ilha em mim”
20/10/26 - 08:19 pm

Cidade da Praia, 20 Out (Inforpress) – O escritor e antigo Presidente da República Jorge Carlos Fonseca lançou hoje, na Praia, a obra “Epiderme da Memória – Uma ilha em mim”, na qual retrata a humanidade e a essência da ilha Brava, a partir das suas memórias de infância.

A obra foi apresentada pelo director do Festival Sete Sóis, Sete Luas, Marco Abbondanza, que destacou os registos, as histórias e as memórias da infância do autor, que estabelecem uma ligação afectiva e identitária com a ilha.

“Penso que Jorge Carlos Fonseca quer mostrar a incrível humanidade desta terra, que está muito ligada à essência da cultura cabo-verdiana, e mostrar qual foi o sofrimento, mas também as felicidades de tantos bravenses”, afirmou Marco Abbondanza.

Na sua perspetiva, o livro permite recordar e conhecer a ilha de outra forma, através do resgate da música e das vivências das pessoas, contrariando a ideia de que a Brava é apenas uma ilha distante e marcada por dificuldades.

“O autor acaba por fazer uma grande homenagem a esta ilha e, no fundo, também à cabo-verdianidade, através das suas memórias de menino e jovem, divertidas”, acrescentou o apresentador da obra.

Por sua vez, Jorge Carlos Fonseca explicou que sentia uma “necessidade profunda e antiga” de escrever o livro, descrevendo essa vontade como um “imperativo de afeto” que o acompanhou durante muito tempo.

A obra distingue-se de outras publicações do jurista e escritor, sobretudo dedicadas à poesia e ao Direito, ao combinar textos e fotografias para evocar as memórias e as vivências ligadas à ilha Brava.

Editada pelo Festival Sete Sóis, Sete Luas, a obra foi apresentada no âmbito de uma iniciativa que incluiu também a exposição de pintura “Sancho el Quijote e Quijote el Sancho”.

A exposição reuniu simbolicamente artistas de mais de 10 países, representando, segundo Marco Abbondanza, décadas de cooperação e intercâmbio cultural no âmbito da rede internacional do festival.

OS/JMV

Inforpress/Fim

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