
Cidade da Praia, 15 Out (Inforpress) – A presidente do INSP, Sandra Brito, destacou a importância da lavagem correcta das mãos com água e sabão para prevenir doenças diarreicas e respiratórias, considerando-a uma medida simples, eficaz e económica de protecção da saúde pública.
Em entrevista à Inforpress, a propósito do Dia Mundial da Lavagem das Mãos, assinalado hoje, 15 de Outubro, sob o lema “Lave as Mãos – Ação salva vidas”, Sandra Brito salientou que a higiene das mãos constitui uma medida fundamental para reduzir a transmissão de doenças.
Segundo a presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), as mãos estão constantemente em contacto com superfícies e objectos que podem estar contaminados, facilitando a transmissão de agentes infecciosos, sobretudo quando as pessoas tocam no rosto, no nariz ou nos alimentos sem proceder à sua higienização.
“Lavar as mãos é uma das medidas mais eficazes e acessíveis para prevenir doenças”, sublinhou a presidente do INSP, acrescentando que dados internacionais apontam para uma redução de cerca de 40% dos casos de diarreia através da lavagem correcta das mãos.
Relativamente à situação em Cabo Verde, Sandra Brito chamou a atenção para a ocorrência de doenças diarreicas, sobretudo após a época das chuvas, período em que as condições de higiene e a eventual contaminação de superfícies podem favorecer a transmissão de infecções.
A responsável referiu igualmente que algumas doenças respiratórias, incluindo a gripe e a covid-19, podem ser transmitidas através do contacto com superfícies contaminadas e das mãos, quando estas não são devidamente higienizadas.
Para reforçar a prevenção, explicou que o INSP tem promovido a divulgação de informações junto das comunidades, em articulação com as delegacias de saúde, que desempenham um papel importante na sensibilização da população.
Sandra Brito recordou que a lavagem das mãos ganhou maior visibilidade durante a pandemia da covid-19, quando foram instalados pontos de higienização em escolas e outros espaços públicos. Alguns estabelecimentos de ensino sem acesso a água corrente, tiveram de encontrar alternativas para assegurar esta prática.
Apesar de considerar que a pandemia contribuiu para aumentar a consciência da população sobre a importância da higiene das mãos, a presidente do INSP defendeu a necessidade de manter o tema na agenda da saúde pública, uma vez que a mudança de comportamentos continua a ser um dos maiores desafios nesta área.
“A prevenção das doenças custa muito menos do que a sua cura”, salientou, defendendo a continuidade das campanhas de sensibilização para que a lavagem das mãos se torne um hábito diário, e não apenas uma prática reforçada em datas comemorativas ou em períodos de emergência sanitária.
A presidente do INSP considerou ainda que as escolas desempenham um papel determinante na promoção de hábitos saudáveis, por permitirem transmitir conhecimentos às crianças, que, por sua vez, podem levar as mensagens de prevenção às suas famílias e comunidades. Nesse sentido, defendeu que a sensibilização deve ser contínua para promover a mudança de comportamentos.
Neste Dia Mundial da Lavagem das Mãos, Sandra Brito apelou aos cidadãos, às famílias e aos decisores políticos para valorizarem esta medida de prevenção, tendo em conta os recursos humanos e materiais limitados de Cabo Verde.
O Dia Mundial da Lavagem das Mãos foi criado em 2008 pela Global Handwashing Partnership, com o objectivo de chamar a atenção para a importância desta prática na prevenção de doenças e na salvaguarda de vidas.
DG/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar