
Cidade da Praia, 12 Out (Inforpress) – O director executivo do Banco Mundial, Harold Tavares, destacou os resultados alcançados na cooperação com Cabo Verde e defendeu que o país deve aproveitar a credibilidade conquistada para ambicionar maiores investimentos da instituição.
Harold Tavares, que representa um grupo de 23 países africanos, entre os quais Cabo Verde, falava à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem em Banguecoque, na Tailândia, de 12 a 18 de Outubro.
O responsável, que está no final do seu mandato, considerou os resultados significativos, tanto ao nível do financiamento como da execução dos projectos, destacando o aumento da carteira de investimentos e os desembolsos recorde da instituição no país.
Segundo afirmou, Cabo Verde conquistou uma posição de destaque no grupo de países que representa, beneficiando de reconhecimento e credibilidade junto dos parceiros internacionais.
A título de exemplo, apontou a presidência de Cabo Verde do grupo dos Pequenos Estados Insulares durante dois anos, a presidência dos governadores por um ano, funções que, no seu entender, demonstram a capacidade de liderança do país.
Harold Tavares destacou igualmente o crescimento dos investimentos da Sociedade Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, em Cabo Verde.
“Há cinco anos não tínhamos nenhum investimento da IFC em Cabo Verde. Hoje, temos investimentos de quase 500 milhões de dólares americanos, tanto nos aeroportos e no sector do turismo, além de assistência técnica no processo de privatização da Cabo Verde Telecom”, afirmou.
Outro marco importante, que irá decorrer na ilha do Sal, nos dias 27 e 28 deste mês, é a realização da segunda edição do Fórum África-Lusófono de Investimento, pelo segundo ano consecutivo, considerando que a iniciativa reflecte a credibilidade e a liderança de Cabo Verde na promoção de oportunidades de investimento.
Explicou que o evento visa promover a cooperação no espaço lusófono, que reúne cerca de 77 milhões de habitantes e representa, na sua perspectiva, um mercado com potencial para o reforço das relações económicas e comerciais.
“O mais importante é ter essa plataforma para promover o investimento num mercado que tem muito em comum, similaridade, conectividade não só cultural e social, mas também em termos de conectividade comercial que poderá haver entre essa comunidade que é a lusofonia”, apontou.
O responsável considerou que o Banco Mundial é um dos principais parceiros de Cabo Verde, não apenas pelo financiamento disponibilizado, mas também pelo conhecimento técnico e pela partilha de experiências das operações desenvolvidas no país.
“Não tenho dúvidas que é um excelente parceiro e um dos maiores parceiros que temos, mas temos de ser ambiciosos em termos de mais investimento do Banco, do grupo, e aproveitar essa credibilidade que o país tem”, concluiu.
AV/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar