
Ribeira Grande, 01 Out (Inforpress) – A Associação dos Guias de Turismo de Santo Antão (Aguisa) alertou hoje para a actuação de guias internacionais que chegam à ilha com grupos de turistas e desenvolvem actividades sem recorrer aos serviços dos profissionais locais.
A posição consta de um comunicado divulgado numa página de uma rede social, na qual a associação manifesta preocupação com o que considera ser uma crescente presença de guias internacionais não licenciados no exercício da actividade turística em Santo Antão.
Segundo a Aguisa, esta situação acaba por prejudicar os profissionais locais, que investem na sua formação, cumprem obrigações fiscais e dependem directamente do turismo para garantir o seu rendimento.
A associação considerou igualmente necessário que todos os operadores que desenvolvem actividades turísticas na ilha estejam sujeitos às mesmas responsabilidades, e defendeu maior equilíbrio no exercício da profissão.
“Não podemos aceitar que os guias locais sejam os únicos a suportar os encargos fiscais, enquanto outros operadores beneficiam dos recursos turísticos de Santo Antão sem assumir as mesmas responsabilidades”, referiu.
A Aguisa salientou ainda o conhecimento que os guias locais possuem dos percursos, da história, da cultura, das comunidades e das especificidades da ilha, considerando que estes profissionais garantem uma ligação mais próxima entre os visitantes e o território.
A associação sustentou que a valorização dos guias locais contribui directamente para a economia da ilha e para uma maior distribuição dos benefícios gerados pela actividade turística.
“Santo Antão não pode continuar a ser apenas um destino turístico onde todos beneficiam, enquanto os profissionais locais ficam à margem”, lê-se no comunicado.
A Aguisa defendeu, por isso, um turismo “justo, legal, responsável e inclusivo”, que respeite os profissionais, valorize as comunidades e garanta oportunidades aos guias de Santo Antão.
LFS/ZS
Inforpress/Fim
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